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SÃO PAULO – Por conta da queda no custo da cesta básica, o brasileiro que recebe um salário mínimo teve de trabalhar menos em maio, na comparação com abril, para comprar os bens alimentícios essenciais.
Em média, o trabalhador necessitou cumprir 92 horas e 03 minutos no quinto mês do ano. Em abril, a aquisição comprometia 96 horas e 07 minutos e em maio de 2006, 98 horas e 49 minutos.
Os dados fazem parte da “Pesquisa Nacional da Cesta Básica”, divulgada nesta sexta-feira (01) pelo Dieese (Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Socioeconômicos).
Porto Alegre trabalhou mais para pagar
Das 16 capitais analisadas pela pesquisa, Porto Alegre foi novamente a localidade onde as pessoas mais tiveram de trabalhar para conseguir comprar a cesta básica: 111 horas e 41 minutos.
Em seguida, vieram os residentes das cidades de São Paulo (107 horas e 04 minutos) e Rio de Janeiro (101 horas e 30 minutos). Já as cidades onde as pessoas menos tiveram de trabalhar foram Recife (77 horas e 41 minutos) e Salvador (78 horas e 34 minutos).
Ranking
Confira na tabela a seguir o tempo de trabalho necessário para a aquisição da cesta básica em maio, por cidade:
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| Cidade | Horas trabalhadas |
| Porto Alegre | 111h41min |
| São Paulo | 107h04min |
| Rio de Janeiro | 101h30min |
| Curitiba | 98h13min |
| Florianópolis | 97h16min |
| Brasília | 96h51min |
| Belo Horizonte | 96h58min |
| Belém | 95h21min |
| Vitória | 94h14min |
| Goiânia | 89h12min |
| Natal | 84h10min |
| Aracaju | 82h30min |
| Fortaleza | 80h56min |
| João Pessoa | 80h35min |
| Salvador | 78h34min |
| Recife | 77h41min |
Fonte: Dieese