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SÃO PAULO – Na compra do próximo aparelho de telefone celular, os consumidores brasileiros pretendem gastar US$ 294 (cerca de R$ 490, considerando o dólar a R$ 1,67), revela a pesquisa GTI Telecoms, divulgada esta semana pela TNS InterScience.
Segundo o levantamento feito com 16 mil pessoas em todo o mundo, o valor é maior do que o que os argentinos (US$ 144 ou R$ 240) e mexicanos (US$ 238 ou R$ 397) pretendem gastar com o próximo telefone móvel e também superior à média global, de US$ 225 (R$ 375).
Trocas e gastos maiores
Considerando o valor pago pelo aparelho celular atual, o dos brasileiros também é maior, US$ 229 (R$ 382), contra US$ 95 (R$ 158) dos argentinos e US$ 167 (R$ 278) dos mexicanos. Na média mundial, este montante é de US$ 179 (R$ 298).
Nos próximos 18 meses, 49% dos brasileiros pretendem trocar seus telefones móveis, percentual que só perde para o dos mexicanos, de 50%. Entre os argentinos, essa média é de 36%, e no mundo como um todo, de 28%.
Segundo o diretor de TI & Telecom da TNS InterScience, Renato Trindade, os brasileiros, e consumidores latinos de uma maneira geral utilizam os telefones celulares como uma forma de mostrar status social, o que justifica o alto índice de trocas.
“A necessidade de adquirir aparelhos melhores, mais modernos e com cada vez mais funções é cultural, típica dos cidadãos do mundo em desenvolvimento”, explica Trindade.
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Perfil
Enquanto o consumidor brasileiro está, em média, em seu quarto aparelho celular, o argentino está no terceiro e os mexicanos, no terceiro/quarto. No Brasil, a média de penetração dos telefones móveis nas principais cidades é de 63%, contra 81% na Argentina e 60% no México.
Em relação ao número de recursos utilizados nos telefones celulares, a maior média pertence aos mexicanos (6), caindo para 4,8 entre os brasileiros e para 4, no caso dos argentinos. Em todo o mundo, este número é de 4,6.
No México, o uso do MP3 nos aparelhos mais do que triplicou desde 2006, ao passo que, na Argentina, 20% dos consumidores utilizam vídeo MMS, e no Brasil, 29% ouvem rádio por meio dos celulares, percentual que era de 1% em 2006.