Brasil sobe no ranking dos maiores exportadores, alcançando o 25º lugar

Ministro Furlan está otimista, acreditando que as exportações devem se elevar mais de 36% em 2004, frente ao ano passado

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SÃO PAULO – O crescimento de 21,5% das exportações brasileiras em 2003, comparado com o ano anterior, permitiu que o Brasil melhorasse sua posição no ranking dos maiores países exportadores. Segundo dados divulgados pela OMC (Organização Mundial do Comércio) o Brasil passou do 26º para o 25º lugar, aumentando sua participação no comércio mundial de 0,9% para 1,0%.

Analisando dados recentes, as vendas brasileiras para o mercado externo não perderam fôlego. Para se ter uma idéia, em março deste ano as exportações atingiram US$ 7,927 bilhões, seu maior patamar histórico, superando o recorde anterior registrado em outubro do ano passado.

Exportações podem reduzir risco-país

O ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Luís Fernando Furlan, afirmou nesta última terça-feira, segundo a Agência Brasil, que o mais importante é obter resultados concretos, ao comentar a conquista de mais uma posição no ranking mundial de exportação.

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“A nossa meta, como já tenho dito de forma insistente, é ultrapassar US$ 100 bilhões exportados, com crescimento simultâneo das importações. Isso nos colocará numa corrente de comércio próxima de 35% do Produto Interno Bruto (PIB) e deixará o País em uma outra categoria de economia mais aberta”, afirmou Furlan. Em 2003, as exportações atingiram US$ 73,084 bilhões.

Na opinião do ministro, como conseqüência desse aumento nas exportações, haverá um efeito positivo de redução do risco Brasil, o que deve se refletir em queda nos juros básicos da economia. Isto porque o aumento das exportações eleva o volume de dólares que ingressam no país, contribuindo para redução da vulnerabilidade externa.

Ciclo de alta nos preços das commodities pode estar no fim

Por conta do desequilíbrio entre oferta e demanda das commodities, intensificado desde meados do ano passado, a alta dos preços destes produtos básicos, como aço, minérios, soja, papel e celulose, pode estar chegando ao fim. O ministro Luiz Fernando Furlan disse nesta terça-feira, que acredita em uma baixa na cotação dos preços internacionais das commodities ao longo de 2004, apesar de estar otimista com o volume de exportações.

Esta reversão no ciclo de alta nos preços das commodities pode estar ocorrendo principalmente pelo aumento da oferta destes produtos. Após a China ter elevado fortemente seu consumo ao longo de 2003, e os EUA, a partir do segundo semestre do ano passado, os produtores acabaram elevando a produção de commodities, seduzidos pelos bons preços internacionais. Com isso, a oferta e demanda tende a se equilibrar com o tempo, podendo provocar também uma correção nos preços.