Brasil sobe 5 posições no ranking global de competividade em 2011

Neste ano, o relatório apontou Suíça, Cingapura e Suécia como as economias mais competitivas do mundo, ultrapassando os EUA

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SÃO PAULO – A última edição do Relatório Global de Competitividade do Fórum Econômico Mundial, divulgada nesta quarta-feira (7), revela que o Brasil ganhou cinco posições em relação ao ano passado, ocupando o 53º lugar no ranking. Na edição de 2011, a classificação geral do relatório apontou Suíça, Cingapura e Suécia como as economias mais competitivas do mundo, ultrapassando os Estados Unidos, cuja queda é reflexo de sua instabilidade macroeconômica, do déficit fiscal crescente e da dívida pública.

O GCR (Competitiveness Report) avalia as condições de competitividade de 142 países a partir da análise de dados estatísticos nacionais e internacionais e pesquisa de opinião realizada junto à executivos. No Brasil, a pesquisa é realizada pela Fundação Dom Cabral em parceria com o Movimento Brasil Competitivo. 

Nações emergentes sinalizam crescimento estável
O relatório revela que enquanto as economias mais avançadas têm demonstrado uma estagnação econômica e competitiva nos últimos sete anos, as nações emergentes sinalizam um crescimento estável e com mudanças no perfil das suas atividades econômicas.

Neste contexto, o Brasil tem apresentado estabilidade na maioria desses quesitos, com destaque para os pilares “Instituições”, cujo salto foi de dezesseis posições; “Eficiência do mercado de trabalho”, com ganho de treze posições; e “Mercado Financeiro”, com sete.

A única perda significativa ocorreu no pilar “Estabilidade macroeconômica”, com decréscimo de quatro posições, ocasionado principalmente por um crescimento no nível de endividamento do governo.

“É importante ressaltar que, com a alteração do perfil de desenvolvimento do Brasil, o País passou a ser ponderado de maneira diferente em cada um dos 12 pilares da pesquisa. Isso acabou favorecendo seu posicionamento geral e por grupo de fatores no ranking, retirando peso estatístico dos fatores de pior desempenho do País, como educação básica, infraestrutura rodoviária, eficiência nos gastos públicos e outros, e dando mais ênfase a fatores historicamente positivos como qualidade empresarial, potencial para inovação, qualidade do sistema bancário e financeiro e outros”, comenta Carlos Arruda, coordenador do Núcleo de Inovação e de Competitividade da Fundação Dom Cabral.