Será?

Brasil será uma ótima surpresa em 2015, afirma uma das maiores gestoras do mundo

O vice-presidente, Byron R. Wien, lançou hoje, em sua tradicional lista das 10 grades surpresas (com o adendo de mais 4 projeções para 2015), que a economia brasileira vai sim se recuperar

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SÃO PAULO – O pessimismo com o Brasil não é um consenso como se parecia. Nesta quinta-feira (8), uma das maiores gestoras do mundo, a Blackstone preparou uma lista apontando que o País pode não estar em tão maus lençois assim. Seu vice-presidente, Byron R. Wien, lançou em sua tradicional lista das 10 grandes surpresas (com o adendo, desta vez, de mais 4 projeções para 2015) que a economia brasileira vai sim se recuperar, e mais ainda, voltará a se tornar a favorita entre os emergentes. Mas dá para confiar?

A tese não é de qualquer gestora. No ano passado, a Blackstone ficou em primeiro lugar no ranking da Investidor Institucional como a melhor gestora de ativos alternativos. O que ela diz agora é que o Brasil é mais ajudado do que prejudicado pela queda dos preços do petróleo, enquanto a presidente Dilma Rousseff vai buscar políticas mais amigáveis ao mercado neste ano. 

“O Brasil proporciona uma surpresa favorável no mercado emergente. A presidente Dilma Rousseff abandona algumas de suas ideias socialistas de longa data e se move para o centro”, escreveu Wien. 

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Ainda sobre as projeções que a Blackstone aponta em sua carta estão: 1°) a água se tornará a principal questão ambiental de 2015; 2ª) negócios comerciais na internet estarão em problema; e 3ª) Hillary Clinton vai decidir não entrar na corrida presidencial nos Estados Unidos (embora essa ele não tenha 50% de convição). 

E sobre as 10 surpresas para 2015?

1°)  Wien ressalta que o Federal Reserve vai, finalmente, elevar a taxa de juros de curto prazo, bem antes da meio do ano, encorajado por melhoras nos dados de emprego e crescimento do PIB (Produto Interno Bruto). 

2°) Sorte se esgotará nos ataques terroristas cibernéticos. Os hackers invadem contas pessoais e corporativas dos principais bancos centrais do mundo e o Federal Reserve ordena as instituições a suspenderem por cinco dias úteis enquanto verifica com precisão os efeitos dos ataques.

3°) O rali do final do ano de 2014 das Bolsas dos Estados Unidos vai continuar com os mercados animados com uma economia mais forte em 2015.

4°) Mario Draghi, presidente do BCE (Banco Central Europeu) finalmente vai expandir o programa de estímulo à economia europeia por meio de compra de títulos públicos e corporativos e hipotecas. 

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5°) O Japão seguirá em recessão durante 2015 apesar dos estímulos fiscais e monetários e a suspensão do aumento dos impostos sobre vendas.

6°) A China vai reportar que não vai ter mais crescimento de 7% e que mais estímulos fiscais e monetários serão necessários para avanço da economia de até 5%. 

7°) A queda dos preços do petróleo finalmente vai impactar o Irã.

8°) O brent, petróleo negociado em Londres, vai cair até US$ 40. Hoje, a commodity é negociada US$ 50.

9°) Os fundos “high yield”, que optam por bonds de elevados retornos, mas, por isto, menos confiáveis, se tornaram as opções mais atrativas nos Estados Unidos. 

10°) Os republicanos se posicionarão como o partido que pode fazer alguma coisa em Washigton.