Brasil se classifica na Copa e quem ganha é SBF; demandas por camisas segue aquecida

Venda de camisetas oficiais da SBF deve adicionar cerca de R$ 350 milhões em vendas no 2º e 3º tri

Erick Souza

Ativos mencionados na matéria

Camisa da Seleção Brasileira feita pela Nike. (Foto: Divulgação/Nike)
Camisa da Seleção Brasileira feita pela Nike. (Foto: Divulgação/Nike)

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O Brasil venceu a Escócia por 3×0 e garantiu sua 12ª classificação para uma Copa do Mundo. A seleção encerrou a fase em primeiro lugar no Grupo C e o otimismo com o desempenho da equipe se alastrou entre torcedores (e o mercado, especialmente com a SBF).

Com a classificação, a busca por camisetas da seleção segue aquecida — um ótimo sinal para a SBF (SBFG3), dona da Centauro e comercializadora da Nike no Brasil. De acordo com a equipe de análise da XP Investimentos, a forte demanda pelas camisas deve sustentar um segundo trimestre robusto para a companhia.

A expectativa da casa, que já considerava a SBF como a grande vencedora do varejo nesse período, é de aumento de potencialmente R$ 350 milhões em vendas no 2º e 3º tri. Por esse motivo, também, a XP manteve a recomendação de compra, refletindo o forte momentum de resultados diante da demanda sólida.

Ainda que a classificação tenha impulsionado a busca por camisetas, a XP destaca que as despesas de vendas ligeiramente mais altas podem puxar o desempenho para trás. Esses custos são decorrentes da próxima legislação trabalhista.

Por esse motivo, os analistas realizaram alguns ajustes nas estimativas da SBF para 2026. Além de cortar o lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda, em inglês) ajustado estimado para 2027, a XP também reduziu o lucro líquido em 12–13%.

Mais importante ainda, a casa reduziu o preço-alvo da ação para R$ 16,0, contra os R$ 20,0 de anteriormente.

Estoques esgotados

Conforme o Monitor de Disponibilidade da Camisa da Seleção Brasileira, que cobre apenas o canal digital, os estoques seguem esgotados, com reposição lenta.

A camisa masculina versão jogador (alternativa de R$ 750), por exemplo, segue indisponível em P/M/G no canal DTC da Nike e na Centauro. Ao mesmo tempo, a camisa CBF da Centauro (sua opção mais barata) segue totalmente fora de estoque, tanto para masculino quanto para feminino.

De acordo com o monitoramento, modelos-chave foram repostos na semana passada e, mesmo assim, alguns modelos já estão ficando fora de estoque nesta semana. Para os analistas, isso indica uma demanda forte dos consumidores, que poderia ser impulsionada pela vitória recente.

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Mesmo a Jordan (a versão azul), que segue disponível na maior parte dos canais, tamanhos e gêneros, tem dado sinais iniciais de ruptura. Esse aquecimento da demanda, de acordo com a XP, pode estar ligado à escassez recente dos modelos amarelos.