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SÃO PAULO – O ministro da Fazenda, Guido Mantega, admitiu nesta terça-feira (23) que a economia brasileira poderá crescer menos do que os 4,5% previstos. A declaração foi dada durante audiência pública na Comissão de Assuntos Econômicos do Senado (CAE), sobre situação do Brasil diante da crise econômica mundial.
“Não acredito que vá além de 4%. Que não é um PIB (Produto Interno Bruto) mau para o ano de transição e para histórico do Brasil. Então, conseguir ficar em torno de 4% do PIB é suficiente para continuar gerando arrecadação, bancar os custos e fazer o superávit primário necessário para o país”, disse o ministro.
Mantega fez questão de reforçar que despesas de pessoal e de custeio e capital têm crescido menos que o PIB e que a arrecadação de impostos e contribuições. Para ele, tal queda mostra que a situação está sob controle no Brasil.
Segundo o ministro, a receita aponta crescimento em torno de 19,3% em relação ao ano anterior e a despesa, por sua vez, sobe 10,8% em valores nominais.
Juros também estão na pauta
O ministro também acredita que se não houvesse uma conta significativa de juros, o Brasil estaria muito confortável do ponto de vista fiscal.
Ele lembrou que os juros são um grande gasto que precisa ser reduzido, mas é preciso fazer isso de forma “responsável e adequada”. O ministro garantiu que o Brasil passa, assim, a não ter mais problema com a rolagem da dívida.
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Mais cedo, Mantega, havia dito que o governo está pronto para adotar, se necessário, novas medidas frente à crise econômica mundial, em postura semelhante à adotada com relação ao câmbio.