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SÃO PAULO – As exportações de álcool para o Japão podem ser intensificadas pelo Brasil, de acordo com o gerente de Energias Renováveis da Petrobrás, Mozart Schimidt de Queiroz, que afirmou que o país asiático é visto como um dos potenciais importadores do combustível.
De acordo com a Agência Brasil, já existe uma lei no Japão que autoriza a mistura de 3% do etanol à gasolina, mas existe dificuldade de produção no país, devido à falta de matéria-prima, o que pode beneficiar as importações do produto.
Competitividade
Para Queiroz, a competitividade brasileira na exportação do álcool pode aumentar, com ações que facilitem o escoamento do produto das regiões produtoras para as portuárias, o que será possível com investimentos em infra-estrutura, o que, de acordo com o engenheiro, já ocorre no país, com estudos para a construção de “alcooldutos”.
Algumas remessas de álcool já foram enviadas para países latino-americanos em 2007, mas ainda há dificuldades em exportar o produto para Estados Unidos e Europa, cujos mercados permanecem fechados.
“São países que falam muito em liberalização de comércio, mas mantêm o protecionismo, impondo fortes barreiras. Os Estados Unidos já vêm utilizando bastante o álcool, mas produzido no próprio país, a partir do milho, apesar de sair mais caro”, afirmou.