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As exportações brasileiras de couro e pele apresentaram crescimento em volume no acumulado do ano. O aumento foi de um pouco mais de 11%, totalizando 133,1 milhões de metros quadrados. A notícia seria boa para o setor, se a receita não estivesse tão baixa. No mesmo período, o Brasil recebeu 13,4% a menos de dólares pelos produtos vendidos.
Segundo José Fernando Bello, presidente executivo do Centro das Indústrias de Curtumes do Brasil (CICB), o resultado positivo é consequência do maior valor agregado do couro brasileiro. Já a queda na receita tem grande influência da oscilação do câmbio que dificultou o fechamento de negócios.
Para a entidade, os dados mostram com muita clareza o esforço do exportador brasileiro, mas também as dificuldades que estão enfrentando. “Há um movimento expressivo em curso por parte do exportador brasileiro para que mercados já conquistados não se percam em função do momento difícil que vivemos para a exportação”, analisa Bello.
O Rio Grande do Sul e São Paulo são os principais vendedores do País. A China, Itália, Estados Unidos e Vietnã os mais importantes consumidores dos produtos brasileiros.