Economia

Brasil: economistas do Itaú esperam PIB menor neste ano e no próximo

Economia deve crescer 1,5% em 2012 e 4,0% no ano que vem; estimativa anterior era de 1,7% e 4,5%, respectivamente

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SÃO PAULO – Os economistas do Itaú Unibanco acreditam que a economia do Brasil crescerá menos neste ano e em 2013, diante dos sinais de lenta retomada dos investimentos. Conforme relatório publicado pelo banco nesta quinta-feira (8), o PIB (Produto Interno Bruto) nacional deve crescer 1,5% em 2012, e não 1,7% como previsto anteriormente. Para o ano que vem, a projeção passou de 4,5% para 4,0%.

“A economia está em expansão, como esperado, mas o ritmo adiante pode ser mais lento do que anteriormente previsto. O consumo mostra vigor, enquanto as exportações e os investimentos fraquejam”, afirma a equipe econômica chefiada por Ilan Goldfajn.

Para os economistas, o setor automobilístco perdeu força, após evitar uma estagnação da economia no segundo trimestre e inflar o PIB no terceiro. Como não há indicações de retomada forte do investimento ainda, o banco reduziu a estimativa de expansão anual do PIB para o último trimestre do ano, de 1,3% para 1,0%. O crescimento deve ser de 1,2% no terceiro trimestre, segundo o Itaú.

“A reação dos investimentos aos estímulos [do governo] pode estar mais lenta do que a usual devido às incertezas do cenário internacional e por causa das dúvidas quanto à consistência da retomada doméstica”, diz o relatório.

Selic estável por mais tempo
Com o cenário de atividade mais moderada, o banco estima que a taxa básica de juros termine 2013 em 7,25%, contra perspectiva anterior de 8,50%. No encontro, o Banco Central reduziu a Selic para 7,25% ao ano, indicando o fim do ciclo de afrouxamento monetário.

“Acreditávamos que, com a retomada mais firme da economia, os juros voltariam a subir no segundo semestre de 2013. Porém, como estamos prevendo agora uma recuperação mais lenta, entendemos que o BC optará por manter os juros estáveis até pelo menos o final de 2013”, afirmam os economistas do Itaú.

Inflação e câmbio
Ainda dentro do cenário doméstico, o banco reiterou as projeções para o IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo), em 5,5% este ano e em 5,3% em 2013.

Com um cenário de atividade mais moderada e inflação mais comportada em 2013, os economistas do Itaú acreditam que abre-se espaço para a manutenção do câmbio no nível atual. Diante disso, eles esperam que a taxa de câmbio termine 2012 e 2013 a R$ 2,02, contra R$ 2,00 em 2012, e R$ 1,90 em 2013.