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SÃO PAULO – Apesar da alta do dólar estar ocorrendo no mundo todo, nem todos os países sofrem da mesma forma com a moeda norte-americana renovando suas máximas em 11 ano. É o que mostra um relatório da Moody’s, que o Brasil aparece como o terceiro país mais vulnerável à valorização do dólar, ficando atrás apenas do da Turquia e do Chile.
Em documento, a analista Marie Diron explica que os países mais vulneráveis são aqueles muito dependentes da entrada de capital estrangeiro para financiar o déficit fiscal ou de conta corrente. Segundo ela, as perspectivas de crescimento e o aumento das taxas de juros dos EUA poderiam reduzir significativamente os fluxos de investimento e de capital na Turquia e na África do Sul, que também lembra da Colômbia e Brasil, que podem enfrentar dificuldades para financiar seus déficits. Além disso, Diron lembra das economias com grandes dívidas em moeda americana, caso da Turquia, Malásia e Chile.
Realizando um estudo com base em quatro indicadores (saldos em conta corrente, dívida externa total, pagamento da dívida externa em no curto prazo frente às reservas cambiais e parcela da dívida em moeda estrangeira na dívida total do governo), a Moody’s afirma que a Turquia é a nação mais vulnerável à desvalorização da moeda, seguida por Chile e Brasil.
“No Brasil, onde a inflação é elevada, a pressão externa impede a flexibilização da política monetária e limita a habilidade dos políticos para sustentar o crescimento”, afirma a Moody’s em relatório.