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SÃO PAULO – O Brasil pode ter a economia mais diversificada da América Latina e ter um dos melhores mercado de ações. Porém, quando se trata de crescimento da economia, a Forbes chama o Brasil de slowpoke, gíria utilizada para definir algo muito lerdo. Em uma das ilustrações, a matéria usa a foto de um jabuti. “Slowpoke”, por sinal, é o nome de um Pokemón conhecido por ser um tanto “lento”….
O colunista da Forbes, Kenneth Rapoza, afirma que a inflação de dois dígitos e o alto patamar de juros do último ano teve uma mudança de cenário para melhor, Por outro lado, o Brasil ainda está atolado em um escândalo de corrupção envolvendo a Petrobras. “Tal escândalo levou ao impeachment de Dilma Rousseff, e agora o seu sucessor Michel Temer tem índice de aprovação pelo menos tão ruim quanto o dela, senão pior”, afirma o colunista.
Porém, para destacar a sua teoria do “Slowpoke” sobre a economia, Rapoza apontou uma lista das economias da América Latina elaborada pelo Barclays, apontando que o Brasil só deve superar a Venezuela como a economia com pior desempenho na região (expectativa de alta de 0,5% do PIB brasileiro, ante queda de 1,9% da Venezuela). “O Brasil está indo na direção errada”, afirma o colunista.
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O crescimento esperado de apenas 0,5% do PIB do Brasil ocorre após dois anos consecutivos de contração superior a 3% e leva a economia a do país a ficar para trás em relação ao crescimento esperado de 1,4% na América Latina.
“Isso não significa que os investidores corporativos ou gestores de fundos estrangeiros não vão comprar os ativos brasileiros. Os investidores compram o tempo todo e por uma variedade de razões. A lentidão do PIB tem maior impacto sobre a população, em meio ao desemprego de 12% e deterioração das perspectivas de salário depois de quase uma década de ascensão social”, afirma o colunista.
A expectativa é de que a economia nacional cresça 2% em 2018, mas seguirá abaixo da média regional de 2,5%. “Mesmo a Venezuela deve crescer mais que o Brasil, fazendo o país ser a economia de menor crescimento nas Américas em 2018”, aponta Rapoza.
Porém, enquanto a Forbes mostrou pessimismo, o portal americano CNBC destacou positivamente os dados do IBC-BR ( Índice de Atividade do Banco Central ) divulgados nesta manhã pelo BC e que animaram o mercado, ao mostrar um avanço de 1,31% em fevereiro ante janeiro, além de uma revisão para cima de queda de 0,26% para alta de 0,62% no mês anterior, com ajuste sazonal.
Os números foram vistos com cautela por economistas, uma vez que a alta se deu principalmente em meio a revisões metodológicas que impactaram os números da PMC (Pesquisa Mensal do Comércio) e PMS ( Pesquisa Mensal de Serviços) de janeiro, que também influenciaram as sondagens de fevereiro, As revisões dos dados ocorreram em meio à mudança da metodologia que passaram a incluir aumento na amostra de empresas participantes, alteração no ano base das pesquisas para 2014 e a adoção de novas ponderações para as empresas. Apesar das ponderações, a CNBC destacou a recuperação econômica do País e relacionou com a melhora do mercado de ações e à valorização do real.