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SÃO PAULO – O programa “Be-a-bá da Bolsa” desta quarta-feira (27) falará sobre a retirada das ações da Magazine Luiza (MGLU3) da Carteira InfoMoney, anunciada aos assinantes do relatório Carteira InfoMoney Premium e que rendeu ao todo 38% de ganhos. Mas o clima de Copa do Mundo também nos contagiou e teremos uma pauta especial neste programa.
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O editor-chefe do InfoMoney e apresentador do “Bê-a-bá da Bolsa”, Thiago Salomão, mostrará quais ações da B3 seriam cada uma das 32 seleções da Copa do Mundo e explicará o motivo da escolha de cada uma delas ao vivo durante o programa. O programa é transmitido ao vivo a partir das 11h (horário de Brasília) na InfoMoneyTV.
A tabela abaixo mostra a relação de cada país com sua respectiva ação. Importante deixar claro que a maioria das decisões envolvendo as grandes seleções teve divergência sobre qual ação representaria ela da melhor maneira, então se você tiver alguma opinião diferente não deixe de mencionar nos comentários ou enviar sua pergunta ao vivo durante a transmissão do programa.
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Abaixo você confere a justificativa de cada escolha. Dividimos por “tipos” de seleção para facilitar a leitura:
1) Brasil, Argentina e outros latinos
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Brasil = Magazine Luiza (MGLU3): Uma empresa muito tradicional, a chegou a valer centavos na bolsa em meados de 2016, sendo a pior crise da sua história, algo semelhante com o que vivemos com o “7 a 1” contra a Alemanha. Assim como a Magalu, que se reinventou operacionalmente e está entre as melhores ações da bolsa, o Brasil conseguiu dar a volta por cima e vem para esta copa do mundo como um dos favoritos ao título.
Argentina = BRF (BRFS3): Entre outros destaques, a Argentina, diante de toda a confusão interna, com jogadores pedindo a saída do técnico e sua grande dependência de Lionel Messi, pode ser comparada com a BRF, que teve grandes problemas recentemente, com disputa de diretores e agora fica com sua esperança depositada na chegada de Pedro Parente.
Uruguai = Ambev (ABEV3): Uma das maiores da história, com um grande passado de glórias e até dois títulos mundiais, o Uruguai hoje não é considerado favorito, mas ainda tem muita força. A Ambev segue como uma das maiores da Bolsa, mas hoje já não tem tanta atratividade dos investidores como já teve um dia.
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Peru = Wiz (WIZS3): Todos depositaram grande esperança de que iria conseguir algo a mais, apesar de não ser favorita. Tanto a Wiz quanto o Peru deixaram algumas pessoas apostaram neles, mas no fim acabaram decepcionando a todos.
Colômbia = Hering (HGTX3): A seleção da Colômbia nunca é fraca e sempre apresenta um grande desafio para seus adversários. Nas últimas copas até tiveram bons desempenhos, mas nunca vão longe. A Hering já teve seus altos e baixos, mas nunca é considerada pequena, apesar de já não ter tanta atratividade quanto já teve um dia.
2) Alemanha, Inglaterra e Espanha = grandes bancos
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A atual campeã pode ser comparada ao Itaú Unibanco (ITUB4) por conta de sua força, por ser a melhor neste momento (mesmo com sua eliminação precoce este ano), enquanto a Inglaterra é o Bradesco (BBDC4), que apesar de toda a tradição e tamanho, hoje não é mais a favorita. Já a Espanha poderia ser comparada ao Santander (SANB11) – que tem sede no país -, dada toda sua importância e poder. Hoje não é o grande favorito, mas nunca é descartado para ser o melhor.
3) Africanos e Austrália = setor imobiliário
Os países africanos sempre dão trabalho na Copa do Mundo, mas dificilmente conseguem passar da primeira fase. É como o setor imobiliário, tem seu charme pelo passado, mas hoje tem pouca atratividade dos investidores. No caso da Austrália, podemos citar a EzTec (EZTC3), que atrai mais atenção do mercado, mas ainda está neste complicado setor. O país tinha tanta facilidade em disputar as eliminatórias na Oceania que mudou para Ásia na FIFA, mas mesmo assim não tem força quando chega no mundial.
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4) Outros europeus
Já Portugal, que muitos dizem ser uma seleção de um jogador só, parece bastante a gigante Vale (VALE3), que depende basicamente de um único fator para ir bem ou mal. Enquanto no futebol quem comanda é Cristiano Ronaldo, na bolsa o minério de ferro é determinante para o sucesso da companhia. Por um lado, para Portugal, por mais que o time tenha bons jogadores, apostar que ele pode ser campeão se dá apenas pelo bom desempenho do jogador do Real Madrid. Enquanto isso, por mais que o dólar ajude, que a China colabore, se o minério cair não tem como a Vale ir bem.
A sensação Bélgica, por sua vez, parece bastante a Unipar (UNIP6), que apesar de não ser uma das gigantes, tem muita gente que gosta e é até aposta de muitos para vencer. Já a França tem grandes comparações com a Natura (NATU3), seja pela área de cosméticos, ou mesmo pelo passado, que sempre foi de glórias, com direito a um título, mas que nos últimos anos precisa se reinventar para conseguir se manter entre as favoritas.
5) Os micos da Copa e da bolsa
Por fim, as pequenas Arábia Saudita, Panamá e Costa Rica, são alguns dos considerados “micos” na bolsa, como Estrela (ESTR3), Bombril (BOBR3) e Eternit (ETER3). Podemos citar ainda a Islândia, que assim como a Sanepar (SAPR3) tem uma grande característica defensiva, mas trouxe boas surpresas para os seus torcedores/investidores recentemente. Ou mesmo o Irã, que tinha tudo para ser um grande mico, mas conseguiu mostrar um bom futebol, assim como a Positivo (POSI3), que muita gente desacreditou, mas hoje tem registrado bons números.