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SÃO PAULO – De acordo com dados da pesquisa GEM (Global Entrepreneurship Monitor), que mede o empreendedorismo em 31 países de todos os continentes, o Brasil ficou com a sexta colocação no ranking dos dez países mais empreendedores do mundo, mantendo praticamente o mesmo nível em relação a 2002, quando ocupava a sétima colocação.
O Brasil se destaca entre os dez países mais empreendedores do mundo desde que a pesquisa foi lançada, chegando a ocupar a primeira colocação em 2000; a quinta posição em 2001; sétima em 2002 e sexto lugar em 2003. Os dados da pesquisa foram divulgados pelo Sebrae nesta terça-feira, dia 03 de fevereiro.
Brasileiro está calculando melhor os riscos
Ao contrário do que havia sido registrado em 2002, aumentou o número de empreendedores por oportunidade e não por necessidade. Em 2002 o Brasil havia ocupado a primeira colocação em termos de empreendedorismo por necessidade, sendo que no ano passado apresentou a terceira maior população empreendedora por oportunidade registrada pela pesquisa.
Em números absolutos, estimava-se um total de 14 milhões de empreendedores em 2002, sendo 7,84 milhões (56%) referentes a pessoas que abriram o próprio negócio por necessidade, que inclui aqueles que perderam o emprego formal, estavam desempregados ou subempregados e viram no empreendedorismo uma chance de melhorarem de vida. Outros 6,02 milhões (43%) se referiam a novos empresários atentos a oportunidades de negócios.
O total de empreendedores se manteve estável em 2003, porém aumentou o percentual daqueles que abriram a própria empresa por oportunidade (53%) e caiu o percentual dos que fizeram o mesmo por necessidade (43%), invertendo de forma significativa o quadro verificado no ano anterior.
Segundo o gerente da Unidade de Educação e Desenvolvimento de Cultura Empreendedora, Enio Pinto, o novo empresário está mais cauteloso em relação à abertura de novos negócios, o que pode ser atribuído à elevada expectativa com relação ao primeiro ano do governo de Luiz Inácio Lula da Silva. Para ele, “o brasileiro está menos aventureiro e calculando mais os riscos”.
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Propostas de melhoria começam a surgir
Para o Sebrae, o resultado da pesquisa é de extrema importância no que se refere à formulação e execução de programas que melhorem a realidade do empreendedor brasileiro. Não há dúvidas de que existe uma série de barreiras que impedem o desenvolvimento da atividade empreendedora no país.
A constatação, portanto, vai de encontro a uma série de propostas para dinamizar o empreendedorismo nacional, tal como a redução da burocracia, acesso facilitado ao crédito, redução da carga tributaria e trabalhista, educação voltada para a atividade empreendedora, entre outros.