Brasil é a segunda economia mais confiável para investir, aponta Deloitte

Para presidente da ABVCAP, Brasil se destaca por apresentar cenário econômico consistente e políticas para crescer sustentavelmente

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SÃO PAULO – O Brasil é a segunda economia mais confiável para realizar investimentos, seguido da China e de Israel. Já os Estados Unidos seguem os mais confiáveis, segundo aponta a pesquisa Tendência Globais em Venture Capital, desenvolvida pela Deloitte, com a National Venture Capital Association e a ABVCAP (Associação Brasileira de Private Equity e Venture Capital ).

Entre abril a maio de 2012, 440 fundos de venture capital, private equity e equity investors de 36 países das Américas, Europa, Ásia e Israel apontaram seus níveis de confiança em relação a uma série de variáveis que impactam os investimentos financeiros globais.

Dentre os critérios apontados estavam geografia, indústrias e outros fatores de mercado, em uma escala medida de 1 a 5. O Brasil registrou pontuação de 3,56, enquanto os EUA tiveram 3,64. A China e Israel tiveram pontuação de 3,46 e 3,37, respectivamente. 

Confiança no Brasil
No Brasil, foram entrevistados vinte e quatro investidores, que manifestaram níveis médios e baixos em relação a fatores externos que impactam seus negócios. Já quando foram consideradas as oportunidades de investimentos, o nível de confiança foi elevado. Além disso, os investidores também manifestarem maior propensão de fazer aportes em seus países de origem. 

“O Brasil se destaca por apresentar um cenário econômico consistente, políticas de governo direcionadas ao crescimento sustentável, grande demanda doméstica e, portanto, com oportunidades diversificadas de investimentos na área de private equity e venture capital”, declarou Clovis Meurer, presidente da ABVCAP.  No Brasil, os setores de destaque para investir em venture capital são os de saúde, para Growth Equity, de consumo e, para Private Equity, de infraestrutura. 

Setores em destaque
Dentro os mercados, o setor de tecnologia da informação ganhou destaque, enquanto no âmbito global, os setores com níveis mais baixos de confiança foram o de semicondutores, telecomunicações, tecnologia limpa e e biotecnologia.

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Entretanto, enquanto houve consistência entre as respostas quanto a maior confiabilidade nos setores, os níveis de confiança mais baixos divergem, sendo que para investimentos em tecnologia limpa foi ruim nos EUA, enquanto foi bom no Brasil. O mesmo aconteceu em bio-farmacêuticos e equipamentos médicos.

Lara Rizério

Editora de mercados do InfoMoney, cobre temas que vão desde o mercado de ações ao ambiente econômico nacional e internacional, além de ficar bem de olho nos desdobramentos políticos e em seus efeitos para os investidores.