Corte de rating

Brasil deve ter corte de rating em julho deste ano, diz Valor

Pelo menos uma agência de classificação de risco está preocupada com o impacto da recessão nas contas públicas e, provavelmente, vai rebaixar a nota soberana do Brasil vai rebaixar a nota soberana do Brasil

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SÃO PAULO – Preocupada com o impacto da recessão nas contas públicas, provavelmente pelo menos uma agência de classificação de risco vai rebaixar a nota soberana do Brasil na próxima avaliação prevista para julho, de acordo com informações do colunista Cristiano Romero, do Valor Econômico. Contudo, ele não citou o nome da agência que rebaixaria o rating. 

Há também a possibilidade de agência aplicar perspectiva negativa à nota, colocando País na rota de perder o grau de investimento. 

O colunista destaca que analistas respeitados começaram a defender a tese de que o ciclo de alta dos juros já teria ido longe demais, que colocaria risco do Brasil afundar numa recessão “desnecessária”. 

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Em relatório do início de junho, a agência de classificação de risco Moody’s destacou que a economia fraca e as altas taxas de juros dificultam a redução da dívida do Brasil. Segundo o relatório, os níveis de dívida do Brasil vão continuar aumentando até 2016 e vão permanecer elevados, apesar dos esforços fiscais do governo, o que deve enfraquecer o perfil de crédito soberano do perfil. 

A agência de classificação de risco disse ainda ser improvável uma mudança no rating do Brasil antes do terceiro trimestre, mas citou que a economia está mais fraca do que qualquer previsão. A Moody’s colocou o rating Baa2 do Brasil em perspectiva negativa em setembro de 2014.

A Fitch mudou a perspectiva soberana do Brasil para negativa em abril; o Brasil está 2 níveis acima de junk, na escala da agência. Já a Standard & Poor’s citou a fraqueza fiscal quando cortou rating do Brasil no ano passado.