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SÃO PAULO – Mesmo com o governo de Luiz Inácio Lula da Silva mostrando ao mercado o compromisso com a austeridade fiscal, a expectativa de guerra entre Estados Unidos e Iraque deve reduzir a disponibilidade de crédito externo privado no país. Com isso, operações de captação externa não devem sair no curto prazo na mesma intensidade do que foi registrado nas primeiras semanas do ano.
Bancos têm mais facilidade para captações no exterior
Até agora, os bancos nacionais conseguiram vender títulos externos no total de US$ 1,079 bilhão, com prazo de vencimento de até um ano. Também tem sido registrado um grande volume operações de crédito direto de governos dos países mais ricos, principalmente o Japan Bank for International Cooperation, que já concedeu empréstimos de US$ 839 milhões à Vale, CST, Telefônica e Telemar.
Contudo, os bancos internacionais privados não demonstram a mesma vontade de emprestar às empresas não-financeiras.
Brasil é vulnerável a conflitos externos
Com o temor de guerra, os investidores abrem mão da rentabilidade em busca da segurança e voltam a investir em seus próprios países. Com isso, os países emergentes são os mais afetados. O Brasil é considerado um dos mais vulneráveis entre eles, uma vez que, além da necessidade de capital externo para fechar as contas, o país é importador líquido de petróleo.
Com a alta no preço do petróleo, o superávit na balança comercial se reduz, aumentando o déficit em conta corrente. E a inflação sobe, puxando os juros para cima. A crise na Venezuela preocupa, pois pode ampliar a alta no preço do petróleo.
Risco-país é o maior desde 18 de dezembro
Face a isso, o risco-país, medido pelo banco JP Morgan, chegou a operar em forte alta nesta manhã, sendo cotado a 1.446 pontos base, maior cotação desde os 1.460 pontos base de 18 de dezembro.
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O mercado, porém, mostrou uma certa recuperação, e o indicador atinge 1.424 pontos base no final da tarde desta segunda-feira.