Brasil deve ganhar mais competitividade no setor de frango em 2016, diz BRF

Produção nacional cresceu 7,7% de janeiro a setembro, acima da média mundial

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SÃO PAULO – Produção mundial de frango teve entre janeiro e setembro de 2015, um crescimento de 4,3%, em comparação ao mesmo período do ano anterior. O Brasil cresceu 7,7%, portanto, acima da média mundial e essa tendência deve se manter para o próximo ano, de acordo com BRF – Brasil Foods, dona das marcas Sadia, Perdigão e Qualy.

Um dos principais motivos para o aumento da oferta de frango no mundo, foi a queda nos preços dos grãos, o que reduz o custo de produção. No Brasil, esses custos tiveram uma redução de 25%, mas o mesmo aconteceu em outros países em diferentes proporções.

“Todos os países tiveram queda de custo, por causa da queda dos preços dos grãos, mas a desvalorização da moeda colocou o Brasil que já era competitivo em uma posição ainda mais favorável”, explicou João Prado, gerente de operações internacionais da BRF, durante 1° Fórum XP Commodities, realizado nesta terça-feira, em São Paulo

A desvalorização do real e diminuição dos custos de produção tornaram o frango brasileiro mais competitivo. “Taxa de câmbio é importante para confirmação desse cenário de melhora de competitividade em 2016. Como isso deve continuar, o Brasil continuará a ter margens acima da média mundial”, ressaltou Prado.

Outro fator que influenciou nesse crescimento foi a redução das exportações dos Estados Unidos, causado pelo maior surto de influenza aviária que o país teve desde 1980, o que fez com que o produto americano fosse banido dos mercados da Coréia, China, Rússia e Japão.

Com isso, o marketing share que era de aproximadamente de 40% em 2014, subiu para 44% em junho, atingiu o pico de 49% em julho e depois se manteve no patamar de 44%. Nem mesmo a crise deve modificar esse cenário. Na verdade, pode até haver um aumento do consumo da carne de frango como substituição da carne bovina, que no geral é mais cara.