Economia

Brasil começa 2016 com conta de R$ 144 bi em títulos para pagar nos próximos dias

Este é o maior pagamento a ser feito pelo País até pelo menos 2020 e se torna ainda pior já que atualmente os custos para captação estão em alta

SÃO PAULO – As projeções para 2016 já não são boas, mas a situação do governo segue piorando a cada nova notícia. Em um momento que não poderia ser pior, o Brasil entra neste novo ano com uma conta de R$ 144 bilhões para pagar, sendo R$ 141,2 bilhões em títulos locais e mais R$ 2,8 bilhões em títulos em reais emitidos no exterior, ambos com vencimento nos primeiros dias de janeiro.

Este é o maior pagamento a ser feito pelo País até pelo menos 2020 e se torna ainda pior já que atualmente os custos para captação estão em alta. Nesta segunda-feira (4), o rendimento dos títulos em dólar do Brasil de 10 anos no exterior passou de 7%.

O custo da dívida dos títulos locais subiu para 13,31% em outubro, 2,98 pp acima do nível de 2013, segundo dados do Tesouro; prazo médio dos novos títulos locais ofertados em 2014 caiu para cerca de 9,6 meses, de 35 meses, enquanto proporção de dívida prefixada no total diminuiu de 41,54% para 40,09%.

O Brasil só voltará a ter outro vencimento de dívida externa soberana em janeiro de 2017. O País não emitiu no exterior neste ano, o que não ocorria desde 1994.

Vale lembrar que no último dia do ano passado, o Governo Federal anunciou que quitou todas as dívidas das chamadas “pedaladas fiscais”, manobras que atrasaram o repasse de dinheiro aos bancos públicos para melhorar as contas do governo. O total da dívida passou de R$ 72 bilhões.

Deste total, quase R$ 56 bilhões foram pagos na semana passada e eram referentes a dívidas de 2014. Os outros R$ 16,6 bilhões eram dívidas atuais, de 2015, e foram quitados ao longo do último ano. As pedaladas foram um dos motivos do pedido de abertura de processo de impeachment contra a presidente Dilma Rousseff.

A maior parte do pagamento feito foi para o BNDES, depois para o Banco Central e para o FGTS. Uma parte também foi devolvida à Caixa Econômica para pagar programas sociais e benefícios trabalhistas. Segundo o governo, o pagamento faz parte do acordo com o Tribunal de Contas da União, que rejeitou as contas da presidente Dilma de 2014.

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