Publicidade
SÃO PAULO – Que notícias envolvendo uma possível recessão da economia norte-americana afetam de forma negativa e intensa o mercado de capitais brasileiro parece não haver dúvida.
Porém, um pouso forçado (hard lending) dos EUA teria capacidade de impactar de maneira também significativa o lado real da economia brasileira?
Segundo relatório publicado pela Ativa Corretora na última terça-feira, este efeito tenderia a ser limitado, sobretudo por conta da demanda interna brasileira, força motriz do atual crescimento da economia.
Ruim, mas administrável
Não se trata de não reconhecer alguma conseqüência negativa de um menor crescimento norte-americano sobre o Brasil, em especial via uma queda das exportações e potencial redução do preço das commodities, mas de argumentar em prol da robustez da demanda interna, capaz de sustentar um incremento do PIB (Produto Interno Bruto) em níveis razoáveis.
Ademais, é interessante notar uma redução da participação dos EUA na pauta de exportação brasileira ao longo dos últimos anos, com uma crescente parcela das vendas externas a Europa, Argentina e China, por exemplo, regiões onde a expansão da economia permanece robusta.
Em complemento, a demanda agregada doméstica dá claros sinais de robustez, com juros em queda, aumento da penetração do crédito e diversos incentivos à construção civil – apenas para citar alguns aspectos -, trazendo um prognóstico mais favorável para a economia brasileira a despeito de um menor crescimento norte-americano.