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SÃO PAULO – O Brasil atingiu a marca de 100 milhões de telefones móveis e fixos em operação. O número foi alcançado depois da venda de 1,52 milhão de celulares em novembro. Com eles, somaram-se em funcionamento no País 61,18 milhões de telefones móveis e 39,36 milhões de telefones fixos.
Sexta potência mundial em telefonia
Segundo o anúncio feito nesta quarta-feira (15) pelo presidente da Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações), Pedro Jaime Ziller de Araújo, o resultado alcançado neste mês fez com que o Brasil ocupasse a sexta posição mundial em números de telefone móvel, atrás apenas de países mais populosos, como a China (1a posição), ou mais desenvolvidos, como os Estados Unidos (2a posição), seguidos por Japão (3o), Alemanha (4o) e Itália (5o).
De janeiro a novembro deste ano, o crescimento do SMP (Serviço Móvel Pessoal) foi de 14,81 milhões de acessos. Comparando números, viu-se que, no período de dezembro de 1994 até novembro de 2004 houve um crescimento de 8.002% nos acessos móveis, um ritmo muito superior ao de outros países do mundo.
A evolução é tamanha que, em 1994, haviam 755,2 mil celulares no País. Na época da privatização, em julho de 1998, o Brasil já alcançava 5,6 milhões, número que saltou para 46,4 milhões em 2003, e para os atuais 61,18 milhões de aparelhos no mês de novembro de 2004.
Dos dados de novembro, 20,25% dos celulares são pós-pagos e 79,75% pré-pagos. Em termos de tecnologia, 39,07% destes aparelhos em serviço usam TDMA, 30,05% GSM e 29,67% CDMA. A tecnologia analógica, conhecida como AMPS, ainda está presente em 0,37% dos aparelhos, o que significa cerca de 370 mil celulares.
Até o fim de 2004, 70 milhões de celulares
E os avanços não param por aí. Segundo o superintendente de serviços privados da Anatel, Jarbas Valente, se em dezembro o ritmo de vendas se mantiver adequado à tendência observada neste semestre, o número de celulares no País pode alcançar 70 milhões até o final do ano.
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Outro ponto positivo destacado pela Anatel é o ritmo de evolução da chamada Teledensidade, ou seja, o número de acessos em cada 100 habitantes. Este índice era de 0,5 em 1994, e já alcançava os 34,16 no penúltimo mês de 2004. Em Brasília esse índice é de 93,51%; já no Rio de Janeiro, segundo colocado no ranking do índice, é de 51,04%.
Para o superintendente da Anatel, o número posiciona o Brasil acima da média mundial de teledensidade, que é de 32%, o que coloca o País no grupo de países atrativos para o financiamento. Ao mesmo tempo, o índice mostra que o Brasil ainda tem muito espaço para se expandir no setor em um futuro próximo.
Este crescimento tem reflexos sociais e econômicos para o Brasil. Conforme diz Jarbas Valente, além da expansão da ampliação dos benefícios da moderna tecnologia de telecomunicações para diversas classes sociais, há também a expansão industrial puxada pelo setor que gera empregos e exportações.
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PNAD comprova expansão do setor
Esta distribuição de benefícios por causa da expansão do setor pode ser observada na PNAD (Pesquisa Nacional por Amostra de Domícilio) de 2002, realizada pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). Pelo estudo, vemos que o número de casas que usam apenas linha móvel celular cresceu 31,3%, o dobro do aumento observado de 2001 para 2002. Destes domicílios, 11,2% contavam apenas com linha móvel celular em 2003.
Pelas estimativas do setor industrial, 30 milhões de aparelhos serão comercializados em 2004. Deste total, segundo a Abinee (Associação Brasileira da Indústria Eletro e Eletrônica), metade será adquirida por novos assinantes, e a outra parte por pessoas que querem substituir o celular.
Além disso, neste ano seis empresas vieram para o Brasil ou retomaram os investimentos em fábricas de aparelhos celulares, graças à meteórica expansão de tecnologias recentes. E a Anatel prevê que o Brasil, se continuar seguindo esta tendência de ascensão, poderá alcançar, já em 2005, a quarta posição no mercado mundial de aparelhos móveis.