Brasil amplia produção de etanol de milho

Atualmente, o país possui quatro usinas produtoras de etanol de milho, com capacidade de produção total estimada de 75 milhões de litros/ano

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SÃO PAULO – A primeira usina de etanol FLEX, milho e cana-de-açúcar, começou sua produção em 2013, no Norte do Mato Grosso. Atualmente, o Brasil possui quatro usinas produtoras de etanol de milho, com capacidade de produção total estimada de 75 milhões de litros/ano. Esse valor ainda é muito pequeno se comparado aos 29 bilhões de litros de etanol de cana-de-açúcar que o país produz por ano.   

Para o ano de 2016 há previsão de três novas unidades produtoras de etanol de milho. Duas usinas produtoras apenas de etanol de milho (MT e MS) e uma unidade FLEX, milho e cana (GO).

Mas qual a vantagem de produzir etanol de milho? A produção de etanol de milho tende a ser complementar a produção de etanol de cana no Brasil. No entanto, sua participação tende a existir ou ser maior em regiões produtoras do grão que possuírem valor atrativo para a conversão para etanol e não a industrialização ou exportação.

“Gargalhos na logística brasileira são as principais causas para a existência de ilhas de oportunidade para a implantação de usinas de etanol de milho no Brasil”, explica o diretor da DATAGRO, Guilherme Nastari.

Enquanto a estimativa para o Brasil é de uma produção de 75 milhões de litros/ano de etanol de milho. Nos Estados Unidos, onde há 214 unidades produtoras em operação, a produção é de 58,75 bilhões de litros por ano. Essa diferença também se explica pela diferença da produção do grão entre os dois países, como mostra o gráfico abaixo: 

Apesar da produção de etanol de milho permitir que o grão ganhe mais uma utilidade, a verdade que esse produto é bem menos eficiente na conversão de energia que a cana-de-açúcar. “Para produzir uma unidade de renovável de milho, você praticamente queima uma de fóssil. A moeda de conversão é um para um, ou seja, não é muito eficiente”, explica Nastari.

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A cana é nove vezes mais eficiente em conversão de energia, e isso deveria ser melhor utilizado para impulsionar a produção do etanol, de acordo com o especialista. “Ninguém vai consumir energia renovável porque é verde. Vai consumir porque ela é mais eficiente”.