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SÃO PAULO – A criação do termo BRIC pelo Goldman Sachs apenas uniu características em comum aos quatro grandes emergentes: tamanho e potencial econômico. Mas também há diferenças fundamentais entre Brasil, Rússia, Índia e China, que segundo a agência de classificação de risco Standard & Poor’s, são ressaltadas pela deterioração da economia internacional.
“Por diversas razões – não só por finanças públicas fortes, sistemas financeiros relativamente menos vulneráveis, baixos índices de endividamento do setor privado e grande potencial para aumentar a participação do consumo no Produto Interno Bruto (PIB) – acreditamos que de todos os países do BRIC, a China provavelmente é a que está mais bem posicionada para encontrar soluções endógenas – sobretudo incentivos fiscais – para suportar uma crise externa”.
China de um lado, Rússia de outro. O país do leste europeu fica na pior posição diante dos desafios, ainda na opinião da S&P. Entre os principais argumentos citados, fica atrás devido ao colapso de seus acordos comerciais, a redução nas entradas em conta de capital e as pressões em seu sistema bancário.
Só a China irá crescer
Quanto ao Brasil, a agência ressaltou a maior diversificação em relação a países como a Rússia, muito dependente do petróleo. Ainda assim, o pico de crescimento de 6% atingido no decorrer do ano passado foi considerado “relativamente modesto”.
Pela menor volatilidade de seu câmbio e menor dependência da variação das commodities, a China é a aposta da S&P para este ano. “De fato, de todas as quatro economias, acreditamos que somente a China crescerá em termos de tamanho, em dólar americano, ao longo de 2009”.
Brasil muito vulnerável
A elevada exposição ao mercado de commodities ainda preocupa. Brasil e Rússia foram citados como perdedores líquidos em termos de redução nos preços de energia, grãos e metais básicos. O crescimento dos dois países nos últimos anos apresenta forte correlação com o ciclo positivo de preços destes produtos.
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Mas com a atual inversão de cenário, o olhar da S&P também muda. “Apesar de os desequilíbrios no Brasil ainda não serem tão significativos, em nossa opinião, o país, no entanto, permanece vulnerável às oscilações nos ciclos de crédito e commodities”.