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SÃO PAULO – A Brascan elegeu a Klabin (KLBN4) como top pick para o setor de papel e celulose, devido ao potencial de valorização em relação ao seu preço-alvo para dezembro deste ano. A elevação de R$ 5,20 para R$ 6,15 leva o upside dos ativos da empresa a 24,2%, de acordo com o fechamento desta terça-feira (R$ 4,95).
Além disso, os analistas acreditam que a Klabin será uma das beneficiadas pela melhora do cenário macroeconômico no Brasil, já que grande parte de suas vendas (75%) são destinadas ao mercado interno, aponta o relatório. A revisão do potencial de crescimento do País, de 3,9% para 5,5%, e o cenário mais otimista para os preços da celulose no mercado internacional levaram a Brascan a rever as recomendações de Suzano (SUZB5) e Fibria (FIBR3), as outras duas companhias do setor sob cobertura da corretora.
Cenário otimista
Segundo relatório da Brascan, o cenário mais otimista é consequência não só da recuperação da demanda chinesa, mas também pelas crescentes vendas destinadas aos Estados Unidos e à Europa. Os níveis de estoque continuam baixos e o balanço entre oferta e demanda da fibra levam as companhias do setor a consecutivos aumentos no preço da celulose, afirma a corretora.
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Esta tendência deve ser mantida no curto e no médio prazo, já que o adiamento de projetos de expansão durante a crise deve ocasionar maior oferta somente em 2013, com a entrada de novas capacidades no mercado, acredita a Brascan. A partir deste momento, a corretora projeta “uma curva descendente no mercado internacional”.
O papel e o consumo interno
Para o papel, a perspectiva positiva fica a cargo da melhora no cenário macroeconômico, com projeção de aumento das vendas em 5,5%, em linha com o esperado para o PIB brasileiro, afirma a corretora.
Fibria
No entanto, o alto nível de endividamento da Fibria fará com que grande parte do caixa gerado pela companhia no curto e médio prazo seja destinado ao pagamento de débitos, com consequente comprometimento de novos planos de investimento, acredita a Brascan. Por isso, o preço-alvo dos ativos da companhia, que era de R$ 37,50, passa para R$ 34,70, e a recomendação é de underperform – retorno esperado da ação a partir de 5 pontos percentuais inferior (exclusive) ao retorno projetado para o Ibovespa, dentro da metodologia de análise da Brascan.
Ainda assim, a Brascan acredita que a empresa será capaz de capturar ganhos de sinergia decorrentes da união das operações entre VCP e Aracruz.
Suzano
Para a Suzano, a recomendação de outperform (expectativa que o retorno da ação exceda em 5 p.p. o retorno projetado para o Ibovespa) foi mantida, com o preço-alvo das ações passando de R$ 21,25 para R$ 24,40 – um potencial de valorização de 22% até o final deste ano. Para a empresa, o prognóstico positivo fica por conta da expectativa da recuperação dos resultados nos próximos trimestres, beneficiada, entre outros fatores, pelo aumento das compras de papel pelo governo.
A Brascan ainda aponta o desconto que a empresa está sendo negociada em relação aos seus pares nacionais, de 13,2%, considerando o múltiplo da relação entre o EV (Valor da Empresa) e o Ebitda (geração operacional de caixa) da empresa. Além disso, a corretora afirma que se todos os projetos de crescimento da companhia forem implementados, a capacidade de produção de celulose da Suzano crescerá 4,3 milhões de toneladas.