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SÃO PAULO – A Brascan revisou o seu modelo de análise para a Eletrobrás (ELET3, ELET6), de forma a incorporar a atualização dos dados corporativos da empresa, bem como um cenário macroeconômico mais recente.
Novas premissas na economia, números divulgados no último trimestre, a alteração do risco-país e a mudança do preço-alvo para os papéis da companhia foram os principais diferenciais no novo modelo da corretora.
Preço-alvo
Os analistas estipularam o preço-alvo para dezembro de 2010 em R$ 34,48 por ação preferencial classe B, correspondente a um upside (potencial de valorização) de 14,2% frente à cotação de fechamento da última terça-feira (8), de R$ 30,11.
A corretora reforçou a recomendação de Long (posição comprada) nas ações ordinárias e de Short (posição vendida) para as ações preferenciais. Isso devido ao fato de a performance das ações da empresa estar atrelada à definição referente ao pagamento dos dividendos retidos dos acionistas ordinaristas.
MP 466
Com a Medida Provisória 466 entrando em vigor, é prevista uma economia de custos para a Eletrobrás da ordem de R$ 840 milhões anuais, o que terá efeitos positivos diretos no Ebitda (geração operacional de caixa) consolidado.
Visões da Brascan
“Nossa recomendação é de market-perform [performance alinhada à média do mercado] para as ações da empresa”, afirmam os analistas da Brascan.
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Para justificar sua recomendação, a corretora apontou como oportunidades da empresa a participação na formação de um consórcio para a disputa da Usina Belo Monte, a esperada capitalização das subsidiárias, estimada em R$ 11,8 bilhões, e o próprio implemento da MP 466, além do pagamento dos dividendos retidos.
Já os riscos da companhia ficam por conta de decisões políticas, que podem sobrepor-se aos interesses corporativos, a imprevisibilidade do impacto cambial nas contas financeiras e a possível frustração de seus investidores quanto à definição do pagamento de dividendos.