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Cortar gastos no orçamento é um sacrifício para você? Para a maioria das pessoas a escolha não é nada fácil, já que ninguém gosta de abrir mão daquilo que aprecia e, para muitos, este é dos grandes prazeres da vida.
Porém, é preciso ficar alerta aos sinais. Se você já não cabe em nenhuma calça, certamente já sabe que está na hora de controlar o peso e provavelmente está pensando em qual dieta seguir. O mesmo raciocínio vale para sua vida financeira. Mas… como saber que está na hora de controlar os gastos?
Seguem abaixo algumas situações que servem de alerta, pois sugerem que você está perdendo o controle de suas finanças e esta pode ser a hora de entrar em ação.
Até hoje, você nunca recusou um cartão de crédito
Boa parte dos consumidores recebe várias ofertas de cartão de crédito, mas acaba recusando, pois já possui outro cartão. Mas, no seu caso, isso não é bem verdade. Entre cartão de varejista, da montadora, das revistas que assina etc, quantos você já possui?
Se você se encaixa nesta descrição, vale a pena lembrar que a sua renda não está aumentando a cada cartão novo que aceita. Muitos consumidores erroneamente consideram o limite do cartão como um acréscimo na sua renda pessoal, e começam a comprar tudo com o crédito extra, para depois serem surpreendidos com faturas que não têm condições de pagar.
De agora em diante, comprometa-se a viver dentro dos limites da sua renda, e não da soma dos limites dos seus cartões.
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Você compra por impulso?
Você já comprou alguma coisa só porque estava em liquidação? Já se esqueceu de algumas das coisas que comprou? Mesmo tendo comprado algo há meses, ainda não usou? Esconde algumas das coisas que comprou por vergonha?
Se você respondeu afirmativamente a alguma das perguntas anteriores, então muito provavelmente você se encaixa no perfil de um consumidor impulsivo. Neste caso, faça um esforço para coibir este ato. Você vai se surpreender com o quanto conseguirá economizar cortando os gastos por impulso!
Você não resiste a uma boa propaganda?
Se você é daqueles que compra artigos que sequer conhecia, mas que, depois de ver anunciados na TV, na internet ou na vitrine do shopping, simplesmente se convence de que não conseguirá viver sem eles? Este é um caso típico de consumidor que se deixa influenciar pela propaganda, e que, portanto, não tem controle sobre as suas finanças pessoais.
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A menos que você queira que seu orçamento seja determinado pelos anunciantes, é melhor pegar um lápis e borracha e fazer um plano de gastos. Estabeleça metas de poupança de curto e longo prazo e adapte seus hábitos de consumo neste planejamento. Isso vai ajudá-lo a controlar melhor seus gastos.
Seu dinheiro acaba antes do final do mês
Se todo mês você precisa pedir adiantamento ao seu chefe, ou ao seu pai, porque não tem como arcar com as despesas, pode até ser que necessite mesmo de um aumento de salário ou de mesada, mas ele certamente não virá se você não demonstrar que consegue gerir melhor suas finanças pessoais.
Tente ver a situação do ponto de vista de quem lhe paga. Ele também tem obrigações, e para isso se planeja. Sempre que lhe adianta dinheiro, precisa rever outras despesas, sacar a quantia extra que estava aplicada do caixa. Qualquer que seja a situação, ela nunca é favorável, e isso pode até prejudicar sua imagem. Porém, o mais preocupante é o efeito que a incapacidade de gerir as próprias finanças causa na sua vida.
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Você não se preocupa com dinheiro!
Muitas pessoas adotam uma postura despreocupada com seus gastos, pois acreditam que isso não é sua responsabilidade.
Pior ainda é a situação de casais, em que um dos cônjuges acredita que não precisa se preocupar com o controle do orçamento, porque isso fica a cargo do seu companheiro (a). Este é um comportamento totalmente irresponsável, pois não leva em consideração que, depois do gasto, existe muito pouco o que possa ser feito.
Você nunca poupou na sua vida
Não existe nada mais fácil do que gastar. O difícil é poupar, e se você tiver hábitos de consumo irresponsáveis, deverá chegar à maturidade sem qualquer tipo de reserva financeira. Assim, estabeleça metas de poupança, de forma a acumular uma reserva de emergência equivalente a algo entre três e seis meses de despesas.
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Lembre-se que esta reserva é, como o nome sugere, para emergências. Portanto, nada de tocar no dinheiro para comprar aquele celular com câmera que você tanto quer. Aproveite para planejar melhor suas despesas periódicas, como gastos com IPVA, férias etc. Você vai ver que um pouco de disciplina de sua parte vai evitar que gaste seu dinheiro em besteiras.
Você não tem idéia de quanto deve?
Caso você não tenha sequer uma noção aproximada do quanto está devendo, cuidado: você já perdeu completamente o controle de suas finanças!
Está na hora de arregaçar as mangas, juntar todos os extratos que possui e calcular o quanto efetivamente está devendo. Dependendo da quantia, pode valer a pena se desfazer de algum bem para quitar a dívida mais rapidamente. Pense em se desfazer daqueles artigos que comprou por impulso, ou que não conhecia até ver anunciados em primeiro lugar. Muitas vezes eles foram comprados através de crediário e a devolução pode resolver seu problema.
Você não acredita no planejamento da aposentadoria
Em se tratando de aposentadoria, quanto antes você pensar nela, melhor. Isso significa que você tem todo o tempo a seu favor, e pode começar, desde cedo, a organizar suas metas e o seu planejamento financeiro.
Agora responda: você é daqueles que quando vê um artigo sobre gerenciamento de finanças pessoais seja no jornal, na internet ou na TV, vira a página, clica em outro link, ou simplesmente muda de canal? Pense bem! Por que não transformar o controle de suas finanças em uma realidade?