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Nos últimos meses, ao ligar a televisão na hora do noticiário ou abrir o jornal no caderno de economia, tem sido muito comum se deparar com um termo que se tornou mania entre os investidores, grandes ou pequenos: você sabe o que quer dizer IPO?
Os IPOs (Initial Public Offering), ou ofertas públicas iniciais de ações, já vinham atraindo a atenção de pequenos investidores há algum tempo. Mas, após a oferta secundária da Bovespa Holding, que trouxe ganhos superiores a 50% em seu pregão inicial, a popularidade deste tipo de operação entre aqueles que ainda não participavam do mercado acionário parece ter aumentado.
Com os ganhos oferecidos na oferta da Bovespa, a oferta secundária de ações da BM&F (Bolsa de Mercadorias & Futuros) conquistou ainda mais visibilidade. Os ganhos no pregão inicial não foram tão expressivos como os da Bovespa, mas deixaram o investidor novato com vontade de entender um pouco mais sobre o processo.
Ficou curioso? Atenção aos passos básicos que devem ser seguidos para quem quer participar deste tipo de operação!
Passo a passo
O primeiro passo para participar de uma oferta de ações de forma individual é possuir uma conta junto a uma corretora. O tempo do processo, que envolve cadastramento no site, envio de documentos e registro em instituição de custódia, varia de acordo com a corretora. Mas, em geral, pode levar de dois a cinco dias, em poucos casos, é feita também em até 24 horas.
Portanto, atenção: deixar para a última hora a abertura da conta pode não ser uma boa idéia, principalmente às vésperas de uma abertura de capital.
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Com a conta já aberta, vai chegar a hora de comprar as ações. Neste momento, atenção à quantia direcionada às operações, já que cada oferta pública apresenta um limite mínimo necessário para participar do processo. Esses valores também não são fixos, e dependem da oferta. Em alguns casos é possível participar de ofertas com limites de R$ 1 mil a R$ 5 mil, mas em ofertas para investidores qualificados, por exemplo, é preciso dispor de R$ 300 mil, no mínimo.
Atenção, também, ao calendário da oferta, com as datas de início e encerramento do período de reservas – quando é possível reservar a quantidade ou valor total de ações desejado, além do início das operações das ações em Bolsa e da liquidação da oferta – data em que ocorre o débito da operação em conta -, assim como outros eventos de menor relevância.
No dia da estréia
No pregão de estréia, quando as ações ofertadas começam a negociar, o investidor, caso ainda não tenha decidido seu prazo de investimento, irá se defrontar com essa decisão. Mas atenção, algumas corretoras não permitem a venda das ações adquiridas durante a oferta antes da data de liquidação, o que significa que, se houver a intenção de venda dos papéis no seu pregão de estréia, esta não será permitida pela corretora. Sendo assim, atenção ao escolher a corretora!
Se optar por se desfazer dos papéis ou parte deles, o montante vendido, acrescido da variação no seu preço, será disponibilizado em sua conta na corretora. Caso contrário, as ações continuarão sujeitas às forças do mercado, de oferta e demanda, e o montante aplicado ainda será representado pelo preço destes papéis.
Em todo caso, vendendo ou não na estréia, conhecer bem o mercado, suas regras e variáveis determinantes, bem como estar atento a cada nova informação, é postura essencial para minimizar os riscos deste tipo de aplicação.