BradSaúde (SAUD3): o sinal relevante que o primeiro JCP deu para a ação da companhia

Bradsaúde aprovou o pagamento de juros sobre capital próprio (JCP) no valor de R$ 230 milhões, aproximadamente R$ 0,0787 por ação

Felipe Moreira

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Bradsaúde (Foto: Divulgação)
Bradsaúde (Foto: Divulgação)

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A Bradsaúde (SAUD3) aprovou o pagamento de juros sobre capital próprio (JCP) no valor de R$ 230 milhões, aproximadamente R$ 0,0787 por ação. O pagamento terá data de corte em 30 de junho de 2026, ficando ex-direitos em 1º de julho e com liquidação prevista para 30 de novembro.

O Itaú BBA avalia que, embora o montante não seja expressivo em termos absolutos, o primeiro pagamento representa um sinal relevante de possível evolução para uma política mais consistente de remuneração ao acionista, com potencial combinação entre JCP e dividendos ao longo do tempo.

Por volta das 10h06, as ações da companhia caíam 0,64%, a R$ 13,91.

Segundo os analistas Vinicius Figueiredo, Lucca Marquezini e Felipe Amancio, o veículo listado ainda incorpora os resultados da OdontoPrev até abril, o que torna a leitura inicial menos direta, mas não altera a visão construtiva sobre a direção da política de capital.

Ainda assim, o Itaú BBA vê espaço não apenas para pagamentos de JCP pela Bradsaúde aos acionistas minoritários, mas também para distribuições da Bradesco Saúde S.A. para a holding, estrutura que poderia gerar maior benefício de eficiência tributária, já que parte relevante do lucro tributável está na operação de seguros de saúde.

O Itaú BBA mantém recomendação de compra para BradSaúde, com preço-alvo de R$ 19.

O Goldman Sachs também avalia o anúncio como positivo, destacando o sinal de maior eficiência tributária à frente. Segundo o banco, o momento do anúncio ajuda a reduzir uma das principais incertezas do mercado após o IPO da companhia: a capacidade de realizar distribuições via JCP, diante de discussões sobre restrições de capital e ineficiências tributárias para acionistas controladores.

O Goldman entende que a medida aumenta a visibilidade para pagamentos adicionais de JCP ainda em 2026, algo que não fazia parte do cenário-base anterior. Embora ainda haja incerteza sobre o limite total de distribuição permitido no primeiro semestre de 2026, o banco estima que o benefício fiscal de cerca de R$ 80 milhões associado ao JCP de R$ 230 milhões pode adicionar aproximadamente 2% ao lucro projetado de R$ 4,254 bilhões.

Na visão da instituição, a política eficiente de JCP é uma das principais alavancas de valorização da tese, podendo adicionar cerca de 7,6% ao valor de mercado no longo prazo caso seja mantida de forma recorrente.

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O Goldman reitera recomendação de compra e preço-alvo de R$ 16, destacando o valuation atrativo de 9,6 vezes Preço sobre Lucro (P/L) projetado para 2026.