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Uma vez por mês ou a cada quinze dias, os noticiários divulgam o índice de inflação da economia brasileira. A informação passa despercebida diante de tantas outras notícias, mas esse índice está diretamente relacionado aos hábitos e à rotina do consumidor brasileiro, por isso a sua importância. Quer saber como?
O que é o IPCA?
O IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo) é apurado mensalmente pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) e tem como objetivo mostrar a variação de preços do comércio para o consumidor final, ou seja, indicar quanto custam para você determinados tipos de despesas, como alimentos, bebidas, educação etc.
A pesquisa é elaborada do primeiro ao último dia do mês, em lojas comerciais, residências (para verificar o preço dos aluguéis e condomínios) e prestadoras de serviços públicos, como a Sabesp.
Para essa avaliação, são feitas nove divisões de produtos e serviços: alimentação e bebidas, produtos para casa, comunicação, despesas pessoais, educação, habitação, saúde e cuidados pessoais, transportes e vestuário. Ao todo, são pesquisadas variações de preços de 465 sub-itens.
O levantamento calcula o custo de vida de famílias com renda mensal de 1 a 40 salários mínimos, entre R$ 415 e R$ 16.600 reais, que vivem nas grandes regiões metropolitanas do Brasil: São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Porto Alegre, Salvador, Curitiba, Recife, Fortaleza, Belém, além do Distrito Federal e da cidade de Goiânia.
O IPCA é utilizado pelo Banco Central para calcular a inflação do País. É, portanto, a principal referência. O primeiro IPCA foi produzido em dezembro de 1979.
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Os tipos de IPCA
Além do IPCA, são divulgados também o IPCA-15 e o IPCA-E.
O IPCA 15 nada mais é do que o Índice de Preços ao Consumidor Amplo calculado do dia 15 de um mês ao dia 15 do mês seguinte.
Já o IPCA-E mede a inflação trimestral. Nesse caso, o índice é utilizado para os reajustes de preço do IPTU (Imposto Predial e Territorial Urbano).