Bradesco projeta forte crescimento das farmacêuticas em 2026 com impulso do GLP-1

BBI projeta crescimento robusto de receita e EBITDA (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) em 2026

Felipe Moreira

Ativos mencionados na matéria

Canetas de Ozempic em linha de produção da Novo Nordisk na Dinamarca - 
26/9/2023 (Foto: REUTERS/Tom Little)
Canetas de Ozempic em linha de produção da Novo Nordisk na Dinamarca - 26/9/2023 (Foto: REUTERS/Tom Little)

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O Bradesco BBI prevê a continuidade do forte momentum das drogarias RD Saúde (RADL3), Pague Menos (PGMN3) e Panvel (PNVL3), impulsionado pela aceleração das vendas de medicamentos à base de GLP 1, usados para reduzir os níveis de açúcar no sangue e na perda de peso.

Segundo o banco, as vendas mais do que dobraram desde o lançamento do Mounjaro em maio de 2025, criando uma base de comparação fraca no primeiro semestre de 2026 (1S26), e que devem ganhar tração adicional com a introdução de genéricos de semaglutida, princípio ativo de medicamentos como Ozempic e Wegovy, no segundo semestre. No caso da RD Saúde, o cenário positivo também é reforçado por uma base fraca de comparação no segmento de Higiene e Cuidado Pessoal.

O BBI projeta crescimento robusto de receita e EBITDA (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) em 2026, na faixa de 13 a 15% e 20 a 21%, respectivamente, com vetores positivos que tendem a se estender para 2027, especialmente via ganhos de margem associados aos genéricos de GLP 1.

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Em paralelo, para a temporada de resultados do 4T25, o banco espera números fortes para as drogarias, desempenho neutro para a Hypera, resultados mais fracos para a Blau (BLAU3) e viés neutro a levemente positivo para a Viveo (VVEO3).

Valuation atrativo

O Bradesco BBI segue construtivo com o setor em 2026, especialmente com as redes de drogarias, diante da combinação de forte demanda estrutural, alavancagem operacional e vetores claros de expansão de margens.

Em termos de valuation, a RADL3 negocia a cerca de 27 vezes o múltiplo P/L (Preço sobre Lucro) para 2026, abaixo de seus níveis históricos, suportada por um crescimento ponderado anual (CAGR) do lucro por ação de 29% (2026 a 2028). Já a PGMN3 negocia a 11,5 vezes P/L, com CAGR de 30%, enquanto a HYPE3 negocia a 9 vezes P/L, com CAGR de 15% e rendimento de fluxo de caixa (FCFE) de 6% em 2026 e 10% em 2027.

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Nesse cenário, RD Saúde continua sendo a principal escolha do banco no setor, dada a combinação de momentum operacional superior, perfil de qualidade mais elevado, maior liquidez das ações e menor exposição a riscos associados a subsídios tributários.