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SÃO PAULO – A Bradesco Corretora iniciou a cobertura dos papéis da Multiplus (MPLU3), com recomendação de market perform (em linha com a média do mercado) e preço-alvo de R$ 38,00 – o que representa potencial de valorização de 18,75% em relação ao valor de fechamento da última sexta-feira (27).
“Apesar da nossa visão altamente positiva sobre o modelo de negócios e a geração de caixa da Multiplus, vemos upside limitados para MPLU neste momento, e alguns drivers negativos”, resumem os analistas Carlos Firetti, Gustavo Lôbo e Bruno Chemmer.
Visão pessimista
Entre os pontos negativos, os especialistas destacam que o lucro líquido da empresa é gravemente afetado pelas peculiaridades do modelo de contabilidade, o que deve levar a uma queda de 9,1% em 2012 devido às receitas de breakage (valor correspondente ao percentual dos pontos emitidos que se estima não serem resgatados).
“Nós reconhecemos os problemas de lucratividade e Ebitda, bem como de indicadores operacionais da companhia, mas acreditamos que os múltiplos do balanço são importantes referências para os negócios e possuem impacto negativo para o desempenho das ações”, avalia a equipe da Bradesco Corretora.
Além disso, Firetti, Lôbo e Chemmer apontam que ainda que a possível aquisição da Lanpass seja positiva para a Multiplus, aumentando a escala e expandindo o alcance da empresa na América do Sul, as ações podem reagir negativamente quando e se os termos do acordo forem anunciados.
Potencial de crescimento
A equipe da corretora considera que a expansão do mercado brasileiro de cartões de crédito é um forte drive de crescimento para Multiplus, uma vez que 73% de sua receita total vem da aquisição de pontos por partes dos bancos, enquanto as contas da TAM Fidelidade respondem por 24%. A estimativa do Bradesco é de que a participação dos meios de pagamento eletrônico no consumo privado brasileiro cresça para 28% em 2011 e para 45% em 2018.
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“A companhia pretende diversificar as receitas acrescentando outros participantes em seu programa de coalizão, no entanto, acreditamos que as receitas provenientes de outras fontes jamais se tornarão tão relevantes quanto às vindas dos bancos e da TAM”, destacam Firetti, Lôbo e Chemmer.
Riscos do investimento
Para os analistas, os principais riscos envolvidos no investimento são a interdependência com os bancos e a relação com a TAM (TAMM4), que é o acionista controlador, o principal cliente (TAM Fidelidade) e o fornecedor de passagens aéreas.