Bradesco eleva preço-alvo da CSN para R$ 62,70 e recomenda market perform

Preço-alvo anterior era de R$ 36,60 por ação; foco em minério de ferro pode fazer com que CSN aproxime-se de BHP

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SÃO PAULO – Após um período de revisão, o Bradesco ratificou sua avaliação ante as ações da CSN (CSNA3) com uma recomendação market perform (desempenho pareado à média do mercado). Além disso, os analista elevaram em nada menos do que 71,31% o preço-alvo dos papéis da companhia, que passaram de R$ 36,60 para R$ 62,70.

O novo modelo incorpora a expansão prevista pelo programa de minério de ferro da siderúrgica, que deve atingir a quantia de 85 milhões de toneladas até 2015. O projeto era alvo de incertezas por parte dos analistas, mas passou a ser visto com menos cautela devido aos avanços significativos decorrentes da aquisição de equipamentos, dos compromissos selados com parceiros japoneses e do possível IPO (Initial Public Offering) de sua controlada Casa de Pedra.

Ademais, houve também uma elevação nas projeções para o preço do minério de ferro este ano para 35%, 30 pontos percentuais acima das últimas previsões (+5%). A alteração foi impulsionada pelo reinício das atividades dos alto-fornos europeus e japoneses, bem como pela resiliente produção de aço chinesa. No entanto, o banco mostra-se alerta quanto à manutenção das atuais demandas por metais na China e à sustentação dos respectivos fundos que sustentam tal demanda.

Outro aspecto positivo à CSN é a forte demanda doméstica, cujas vendas representaram 80% do total em 2009, sendo fortemente estimulada pela redução dos encargos nos chamados bens de linha branca e programa habitacional do governo Minha Casa, Minha Vida.

Preferência pela Namisa: ponto negativo
Um ponto negativo citado pelo banco é a prioridade das vendas da sua controlada Namisa, empresa na qual a CSN é detentora de 60%, em detrimento das vendas da Casa de Pedras – companhia 100% controlada pela CSN e que possui margens maiores que as da Namisa.

Ebtida em larga expansão
Os analistas ajustaram os débitos da siderúrgica em seu novo modelo, não incluído no cálculo a venda dos 40% que possuía na Namisa (R$ 2,9 bilhões), mantendo os R$ 1,37 bilhões em provisões relacionadas à questões fiscais no calculo de débito bruto.

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Após incorporar tais mudanças, o Ebitda (geração operacional de caixa) previsto para 2010 elevou-se 9,7%, para R$ 5,5 bilhões, enquanto que para 2011 o aumento foi de 2,7% (R$ 6,6 bilhões). Já para um prazo mais longo, o Ebitda projetado para 2015 foi elevado em 30,9%, atingindo R$ 7,6 bilhões.

Aproximando-se da BHP
Em conclusão, o Bradesco “acredita que a CSN está em processo de expansão no minério de ferro capaz de colocá-la quase em termos semelhantes a gigantes como a BHP Billinton”. Além disso salienta o fato de a companhia não estar exposta ao mercado de placas de ferro como a Usiminas, ainda fraco no Brasil.

Por fim, reitera sua posição de ter como top pick no setor de siderurgia do mercado de ações local a Gerdau por “suas ações estarem atrasadas frente aos seus pares”.