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SÃO PAULO – A equipe da Bradesco Corretora comentou, em relatório, conferência realizada com representantes de algumas das maiores empresas de telecomunicações do País, onde foram discutidas as oportunidades e desafios para cada operadora e para o setor como um todo.
TIM
Para a TIM (TCSL3, TCSL4), por exemplo, as conversas giraram em torno do processo de reestruturação de suas operações no Brasil. Na opinião dos analistas, é bem provável que as mudanças pretendidas pela operadora se concretizem, o que não quer dizer que ocorrerão “do dia para a noite”.
Além disso, os especialistas lembram que a empresa já está mostrando sinais de recuperação com novas adições no segmento pós-pago, resultado da maior agressividade em sua estratégia de aproximação do mercado. Por essas e outras, eles seguem com “visão positiva” para as ações da companhia no longo prazo.
Vivo
A Vivo (VIVO3, VIVO4), por sua vez, é considerada pelo Bradesco como uma das operadoras mais bem preparadas para enfrentar as adversidades que deverão ser observadas ao longo do ano, como um menor crescimento e um aumento da concorrência no mercado de celulares.
Segundo avaliação da corretora, apesar do difícil cenário enfrentado pelo setor, a empresa tem feito o seu “trabalho de casa”, controlando a inadimplência e os custos sem perder o foco na qualidade dos serviços. Desta forma, a instituição aponta os papéis da companhia como uma boa oportunidade de curto prazo.
Oi
Ainda no mercado de telefonia móvel, o principal assunto discutido entre a equipe do Bradesco e os representantes da Oi (TNLP3, TNLP4) – antiga Telemar – foi a recente fusão da operadora com a Brasil Telecom, adquirida em janeiro deste ano por aproximadamente R$ 5,37 bilhões.
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Neste sentido, os analistas ressaltaram que a empresa parece estar empenhada em adaptar o mais rápido possível suas estratégias e estruturas com as da BrT, a fim de explorar as sinergias decorrentes da operação. Quanto às ações da Oi, são consideradas defensivas pela corretora.
NET
Também estiveram presentes representantes da NET (NETC3, NETC4), que afirmaram, segundo os analistas, que a crise ainda não foi sentida na empresa. Isso porque, apesar da piora do ambiente econômico, as adições líquidas nos segmentos de TV por assinatura e de internet em alta velocidade da companhia não foram comprometidas.
Em adição, a empresa ressaltou que a introdução da portabilidade numérica no País deve contribuir para um resultado positivo nos serviços de VoIP – serviço de voz sobre IP – mesmo com a iminente desaceleração da economia. Deste modo, a equipe do Bradesco segue confiante na capacidade da empresa de manter o crescimento.
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GVT
A GVT (GVTT3) demonstrou visão bastante semelhante ao afirmar que, embora os primeiros sinais do enfraquecimento econômico tenham sido sentidos no aumento da inadimplência, ainda não foram suficientes para a empresa reduzir suas perspectivas de crescimento das margens e receitas.
Assim como a NET, a empresa afirma que a crise não vem sendo sentida em termos de adições líquidas de clientes. Para os analistas, a companhia deve continuar se expandindo nos próximos meses. Contudo, eles ressaltam que suas ações já refletem boa parte dos aspectos positivos da companhia, o que acaba limitando seu potencial de valorização.