Bradesco BBI está mais construtivo com bancos em 2024 e escolhe Itaú (ITUB) como “top pick”

Banco acredita que ventos contrários observados em 2022 e 2023 parecem ter ficado para trás

Felipe Moreira

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Depois de dois anos pessimista com setor bancário brasileiro, o Bradesco BBI disse que iniciou 2024 com uma visão construtiva, pois os principais obstáculos que afetaram os fundamentos dos bancos e o desempenho dos preços das ações em 2022 e parte de 2023, como a deterioração da qualidade dos ativos e o ambiente regulatório adverso, parecem ter ficado para trás.

Além disso, o BBI acredita que taxas de juro mais baixas pode apoiar uma potencial reavaliação das avaliações dos bancos neste ano, além de um crescimento decente dos lucros e da rentabilidade.

Ao analisar os últimos ciclos de flexibilização/restrição, o BBI observou que os valuations dos bancos brasileiros subiram durante os ciclos de corte de taxas e a se comprimirem durante as altas das taxas de juro. Ou seja, o Preço (P)/Lucro (L) médio dos bancos expandiu 27,1% para 10,8 vezes no ciclo de flexibilização de setembro de 2016 a março de 2018, enquanto o P/Valor Patrimonial da Ação (VPA) expandiu 33,3% para 2,0 vezes no mesmo ciclo de flexibilização.

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Com relação à rentabilidade, o BBI prevê que o rendimento líquido dos bancos crescerá, em média, 25% em 2024, com um ROE médio de 18,1%, que está acima dos bancos mexicanos (ex-ROE) e andinos.

Diante dessa perspectiva, o BBI manteve recomendação equivalente à compra e preço-alvo de R$ 41 para o Itaú (ITUB4), sua principal escolha no Brasil, seguido pelo BTG Pactual (BPAC11), com recomendação de compra e preço-alvo de R$ 46, devido a uma combinação positiva de crescimento mais forte dos lucros e retorno sobre patrimônio (ROE, na sigla em inglês) superior.

Analistas também têm opiniões positivas sobre o Nubank e Banco do Brasil (BBAS3), ambos com classificação neutra e preço-alvo de, respectivamente US$ 10,20 e R$ 64. Apesar da sua avaliação acima da média histórica, o banco disse gostar do Nubank, impulsionado por uma dinâmica muito forte de lucros a curto prazo, que deverá registar um crescimento mais rápido do lucro líquido e um ROE acima da média.

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O BBI classifica o Santander Brasil (SANB11) como nome menos preferido sob sua cobertura e recomenda venda do papel a preço-alvo de R$ 32, devido avaliação cara e crescimento de lucros mais fraco.