Bradesco (BBDC4): o que esperar do balanço nesta quarta-feira?

Bradesco será o último entre os bancões privados a divulgar seus dados

Equipe InfoMoney

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O Bradesco (BBDC4) apresenta seus resultados do primeiro trimestre de 2026 após o fechamento do mercado nesta quarta-feira (6). O banco será o último entre os bancões privados a divulgar seus dados. A expectativa é que melhorias consistentes sejam apresentadas e que o lucro líquido cresça dois dígitos na comparação anual.

Na visão do Goldman, a projeção para o Bradesco é de provisões mais altas e receita líquida de juros de mercado moderada. A expectativa é de que a receita líquida de juros melhore modestamente (+1% trimestre a trimestre), já que a NII de mercado permanece relativamente moderada em R$ 112 milhões, ante R$ 126 milhões no 4T25.

Além disso, prevê que as provisões para perdas com empréstimos aumentem 6% na base trimestral (+23% anualmente), dadas as preocupações com o crédito corporativo e uma deterioração cíclica na carteira de varejo. Por outro lado, espera que as taxas de serviço permaneçam resilientes (-3% na base trimestral, +10% na comparação anual), apesar da sazonalidade típica no 1º trimestre, enquanto as despesas operacionais também tendem a mostrar alguma moderação em relação ao 4º trimestre.

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No geral, a projeção é de que o lucro líquido recorrente expanda 2% na base trimestral e 13% na comparação anual, com o ROE melhorando 10 pontos-base trimestralmente, para 15,3%. O Bradesco também deve anunciar mais detalhes sobre o acordo com a Bradsaude, particularmente em relação aos potenciais impactos em seu índice CET1, ou Capital Principal Nível 1.

O Itaú BBA projeta que o Bradesco deverá apresentar melhorias consistentes, com visão de lucro de R$ 6,7 bilhões (alta de 3% em relação ao trimestre anterior e 14% em relação ao ano anterior) e ROE de 15,4%.

“A carteira de empréstimos deverá manter seu sólido ritmo de 10% em relação ao ano anterior e 2% em relação ao trimestre anterior, enquanto a NII avança 14% em relação ao ano anterior ou 3% em relação ao trimestre anterior, impulsionada por melhores margens líquidas de juros (NIMs)”, aponta.

A expectativa é de leve aumento nas provisões para cerca de R$ 9,2 bilhões, acima do trimestre anterior, devido a efeitos sazonais, alguns casos agropecuários e corporativos. Os créditos inadimplentes de clientes das famílias devem se manter estáveis. O crescimento das despesas gerais e administrativas (SG&A) deverá desacelerar, gerando ganhos de eficiência. “Os resultados do setor de seguros provavelmente começarão o ano crescendo em dois dígitos. No geral, o trimestre deverá ser um bom presságio para as expectativas do ano fiscal de 2026, apontando para a faixa média a alta dos lucros”, destacou o BBA.