RADAR INFOMONEY Hering (HGTX3) sai do básico com plano ousado para 2021. Vai funcionar?

Hering (HGTX3) sai do básico com plano ousado para 2021. Vai funcionar?

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BR Distribuidora pagará R$ 547 mi em dividendos adicionais, BBI eleva recomendação de Natura, estreia da Melnick e mais

Confira os destaques do noticiário corporativo na sessão desta segunda-feira (28)

No noticiário corporativo, os investidores acompanham a precificação das ofertas de ações da Boa Vista e da Compass, além da estreia das ações da Melnick Even (MELK3). Além disso, a Invepar (IVPR3) teve seus ratings rebaixados pela S&P Global Ratings, enquanto a BR Distribuidora (BRDT3)decidiu pagar dividendos em 30 de setembro. Já a CCR (CCRO3) viu aumento de 2,8% no tráfego total de suas rodovias entre 18 e 24 de setembro deste ano, em comparação com o mesmo período do ano passado.

A Engie Brasil (EGIE3) informou que a subsidiária Usina Termelétrica Pampa Sul pediu registro de oferta pública de distribuição de 582 mil debêntures simples, que somarão R$ 582 milhões. Além disso, o leilão de privatização da elétrica CEB Distribuição (CEB-D), responsável pelo fornecimento no Distrito Federal, deverá ter preço mínimo de R$ 1,42 bilhão pela totalidade das ações da companhia.

Confira os destaques:

BR Distribuidora (BRDT3)

A BR Distribuidora vai pagar em 30 de setembro dividendos adicionais de R$ 547 milhões, ou R$ 0,469699034 por ação, referentes ao exercício de 2019. Segundo a empresa, está ocorrendo uma gradual retomada nos volumes e uma menor restrição à circulação de pessoas, resultando em reaquecimento nas atividades industriais, comerciais, de serviços e do uso de modais de transportes. Por isso, considerando sua geração de caixa e endividamento, a empresa avaliou que é “oportuno” fazer o pagamento em 30 de setembro.

Natura (NTCO3)

O Bradesco BBI elevou a recomendação da Natura para outperform (acima da média de mercado), por esperar o início de um ciclo de resultados fortes, impulsionado por sinergias, recuperação na Avon e bom desempenho de outras marcas. Em relatório, o banco informou que o preço-alvo do papel para 2021 é de R$ 60, ante um preço-alvo de R$ 38 em 2020. Para o período de 2019 a 2024, o BBI prevê uma taxa de crescimento anual composta (CAGR) de 13% do Ebitda e de 32% no lucro por ação (EPS).

As ações operam hoje a um múltiplo de 16,2 vezes EV(Valor da empresa)/Ebitda, enquanto o yield de fluxo de caixa descontado (DCF) aponta múltiplo de 21 vezes. “Isso colocaria a Natura em um nível similar das maiores similares globais, como L’Oreal, Estee Lauder e Shiseido”, informou o banco. Em sua visão, a Natura deveria operar em linha com estas empresas.

Melnick Even (MELK3)

As ações da Melnick Even (MELK3) estreiam na B3. O IPO (Oferta Pública Inicial de ações) ocorreu na última semana, com as ações saindo a um preço de R$ 8,50, no piso da faixa indicativa, que ia até R$ 12,50. A captação da companhia totalizou R$ 713,58 milhões.

A Melnick Even, subsidiária da construtora Even (EVEN3), é uma das maiores empresas imobiliárias de Porto Alegre (RS), com 50 anos de atuação, com foco na realização de projetos residenciais de médio e alto padrão, além de salas comerciais.

A companhia já fez cerca de 30 empreendimentos e 1,5 mil apartamentos. Ela ainda possui uma outra empresa que administra as vendas das imobiliárias parceiras e de uma construtora de obras comerciais e industriais na região.

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Em seu prospecto, a Melnick disse que os recursos obtidos em sua oferta de ações serão usados na aquisição de terrenos, reforço de caixa da companhia e reforço de caixa das sociedades de propósito específico (SPE).

CCR (CCRO3)

A CCR teve aumento de 2,8% no tráfego total de suas rodovias entre 18 e 24 de setembro deste ano, em comparação com o mesmo período do ano passado. Já no acumulado do ano, o tráfego caiu 4,9%.

Engie (EGIE3)

A Engie Brasil informou que sua subsidiária Usina Termelétrica Pampa Sul pediu registro de oferta pública de distribuição de 582.000 debêntures simples, em duas séries, no montante de R$ 582 milhões. A operação será objeto de distribuição pública, nos termos da Instrução CVM 400. A operação chama atenção em um ano marcado por emissões de debêntures feitas com esforços restritos (CVM 476), ou seja, apenas para investidores qualificados.

Hypera (HYPE3)

A Hypera vendeu o produto Xantinon para a União Química Farmacêutica Nacional por R$ 95 milhões. Em setembro, o jornal Valor noticiou que a empresa havia contratado o BR Partners para vender a marca, e que esperava conseguir entre R$ 200 milhões e R$ 250 milhões na venda.

Petrobras (PETR3;PETR4)

O grupo petroleiro francês Total anunciou hoje que transferiu para a Petrobras sua participação em um projeto de exploração no Brasil, localizado na foz do Amazonas, segundo a AFP. No início de setembro, a empresa anunciou o encerramento de seu papel como operadora nos cinco setores de exploração do local, um projeto ao qual estava associada desde 2013 com a britânica BP e a Petrobras.

E-commerce

Pode repercutir nas ações de varejistas a notícia de que as vendas online começaram a registrar queda no Brasil. O Estadão informou que, em agosto ante julho, as vendas por comércio eletrônico caíram 9,15%, segundo dados do índice MCC-ENET, desenvolvido pelo Comitê de Métricas da Câmara Brasileira de Comércio Eletrônico (camara-e.net) em parceria com o Movimento Compre & Confie. Na relação anual o crescimento ainda segue expressivo: alta de 76,46%.

Ainda sobre o mercado de e-commerce, chama atenção a notícia de que a Amazon está apostando no Brasil para lançar sua principal data de descontos, o chamado Prime Day, na América do Sul. Já comum no comércio americano, o evento só acontecia no México entre os países da América Latina até agora, segundo a Folha. O programa está marcado para os dias 13 e 14 de outubro, e oferece descontos em mais de 15 mil produtos. No último dia 3, a gigante anunciou um novo centro de distribuição em Cajamar (SP), quinto da empresa no Brasil.

Aeroportos

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O governo quer licitar cinco blocos de aeroportos regionais na Amazônia Legal. Segundo o Estadão, o projeto será qualificado na próxima reunião do Programa de Parcerias de Investimentos (PPI) e vai contar com desembolso de até R$ 400 milhões da União, num contrato de dez anos. O pontapé inicial será no Amazonas, onde o governo esperar transferir para uma empresa a operação de oito aeroportos regionais em 2022.

Companhia Energética de Brasília

O governo do Distrito Federal anunciou neste sábado (26) a privatização da Companhia Energética de Brasília (CEB). O preço mínimo de venda é de R$ 1,424 bilhão, segundo a Folha. Esse valor foi calculado a partir de duas avaliações realizadas por consultorias independentes contratadas pelo BNDES. Após deliberação da assembleia geral, as ações serão ofertadas em leilão organizado pela B3. Em 2019, o grupo CEB obteve lucro líquido de R$ 119 milhões, alta de 32% em relação ao ano anterior.

Saneamento

A concessão de saneamento da região metropolitana de Maceió recebeu, na última sexta-feira, sete propostas de grupos interessados em assumir a operação, de acordo com o Valor Econômico A concorrência será realizada na quarta-feira (30), na sede da B3, em São Paulo. O valor mínimo foi definido em R$ 15,1 milhões. O grupo irá assumir um contrato de 35 anos para operar a distribuição de água e a coleta de esgoto em 13 cidades da região metropolitana de Maceió.

Entre os participantes, a grande novidade será um consórcio formado por Sabesp e Iguá Saneamento, empresa da gestora IG4. Também participarão da disputa Aegea Saneamento, BRK Ambiental e grupo Águas do Brasil. A Equatorial entrou em consórcio com a empresa Sonel, segundo fontes do jornal.

Setor de Shoppings

No setor de shoppings, o quadro atual é desafiador. Segundo O Globo, o faturamento ainda está 27,4% abaixo do registrado antes da pandemia. Além disso, entre abril e agosto, 11 mil lojas fecharam as portas no setor, o que representa 10,4% do total, o dobro do percentual anterior à Covid-19, segundo dados da Abrasce, que representa os shoppings. Com a entrada de novos negócios, porém, a taxa está agora em 8%.

Invepar (IVPR3)

A Invepar informou que a agência de classificação de riscos S&P Global Ratings revisou os ratings da empresa, passando de ‘CCC’ para ‘CCC-’ na Escala Global e de ‘brB-’ para ‘brCCC-’ na Escala Nacional Brasil. Também foram rebaixados os ratings da 3ª e 5ª emissões de debêntures da Invepar, passando de ‘brB-’ para ‘brC’ e de ‘brCCC+’ para ‘brC’, respectivamente. Os ratings da Companhia permanecem com Outlook negativo.

Segundo a empresa, como consequência do rebaixamento, foram iniciados procedimentos para minimizar os impactos aos debenturistas, de forma a não ser declarado o vencimento antecipado das Debêntures.

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