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BR Distribuidora conclui negociações para R$ 3,5 bi em empréstimos; dois balanços e mais destaques

Confira os destaques do noticiário corporativo da B3 nesta quarta-feira (4)

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SÃO PAULO – A temporada de balanços continua sendo destaque, com a Fundição Tupy e a Omega Geração publicando balanços na noite de ontem. Já a BR Distribuidora concluiu as negociações para R$ 3,5 bilhões em empréstimos. Já a Ultrapar divulgou guidance com projeção de Ebitda ajustado de R$ 3,49 bilhões a R$ 3,94 bilhões de 2020. Confira mais destaques:

BR Distribuidora (BRDT3)

A BR Distribuidora concluiu na terça as negociações para adequação do perfil de sua dívida com a captação de aproximadamente R$ 3,5 bilhões. Segundo fato relevante enviado pela empresa à Comissão de Valores Mobiliários (CVM), as captações foram diversificadas em diferentes instrumentos com o Itaú Unibanco, Citibank, JPMorgan Chase Bank, Bank of Nova Scotia e MUFG Brasil.

O custo médio all-in dessas operações pós-swap foi de CDI + 0,78% ao ano. O prazo médio dos novos instrumentos é de quatro anos.

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Além de aumentar o prazo médio da dívida de um ano para um novo patamar de 3,4 anos, a empresa tem por objetivo com a operação diversificar sua lista de credores e instrumentos, “sobretudo em face da concentração de vencimentos que acontecerá em 15 de abril, também no valor de aproximadamente R$ 3,5 bilhões”.

Segundo a companhia, os instrumentos utilizados incluíram Notas de Crédito à Exportação (NCE), empréstimos diretos externos em moeda estrangeira e, ainda, o aditamento e prorrogação de parte da debênture com vencimento em abril de 2020. “Todas as operações de empréstimo em moeda estrangeira (NCE e empréstimos diretos), foram integralmente ‘hedgeadas’ tanto em valor quanto em vencimentos”, acrescenta a BR Distribuidora.

Ultrapar (UGPA3)

Após três anos sem fazer estimativas de guidance, a Ultrapar divulgou hoje projeções para o seu lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) para 2020. A holding Ultrapar projeta um Ebitda entre R$ 3,49 bilhões e R$ 3,94 bilhões para este ano. O destaque é para a Ipiranga, com uma expectativa de Ebitda entre R$ 2,45 bilhões e R$ 2,70 bilhões neste ano.

Para a Oxiteno, a Ultrapar projeta um Ebitda entre R$ 300 milhões e R$ 360 milhões, enquanto para a Ultragaz a projeção é de uma soma entre R$ 600 milhões e R$ 680 milhões. Para a Ultracargo, a projeção de Ebitda é entre R$ 200 milhões e R$ 300 milhões em 2020. Para a Extrafarma, a projeção de Ebitda se situa entre R$ 80 milhões e R$ 100 milhões.

O Bradesco BBI comentou que as projeções são razoáveis e se situam na média das estimativas do banco. Para a Ultrapar, o banco projeta um Ebitda de R$ 3,64 bilhões em 2020, pouco abaixo do meio da faixa de estimativa da empresa. Para a Ipiranga, o BBI comentou que a projeção da empresa é ligeiramente mais fraca que a estimativa do banco, e por isto “o guidance parece bastante realizável”. Ultragaz e Ultracargo, para o BBI, têm guidance “altamente realizáveis”, enquanto para a Extrafarma o guidance está 11% acima da projeção do banco, o que será uma surpresa positiva se for realizada. No caso da Oxiteno, se o desempenho da empresa mantiver a expansão de 2019, o BBI acredita que o guidance se mostrará “conservador”.

O Morgan Stanley avaliou que o guidance da Ultrapar chegou em linha com as estimativas do banco para empresa, com exceção da subsidiária Extrafarma. O banco prevê Ebitda de R$ 3,8 bilhões para a Ultrapar em 2020; o guidance da empresa é apenas 2,2% inferior à projeção. Para a Ipiranga e a Ultragaz as variações do guidance do grupo são mínimas em comparação às projeções do banco. Já para a Extrafarma, o guidance da Ultrapar prevê um Ebitda 279% superior ao que projeta o Morgan Stanley.

Tupy (TUPY3)

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O lucro líquido recorrente da Fundição Tupy (TUPY3) recuou 6,9% no quarto trimestre de 2019, sobre igual período de 2018, para R$ 72,5 milhões. No fechamento de 2019, contudo, o lucro da Tupy avançou 2,7% para R$ 278,9 milhões. O lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda, na sigla em inglês) avançou 0,7% no quarto trimestre de 2019 sobre igual período do ano anterior, para R$ 152,2 milhões. O Ebitda do ano inteiro de 2019 cresceu 3,4% sobre 2018 para R$ 700 milhões. Segundo a Tupy, em 2019 houve um crescimento de 20% nas vendas de produtos usinados, que possuem maior valor agregado. O resultado foi obtido embora a empresa tenha registrado queda de 17,2% no volume de peças vendidas no quarto trimestre, tanto no Brasil como no mercado externo, que é muito importante para Tupy. Em dezembro de 2019, a Tupy, que produz blocos para motores de veículos, comprou o controle da fundição italiana Teksid, da Fiat Chrysler Automobiles (FCA).

Omega (OMGE3

A Omega Geração teve um lucro líquido de R$ 49,4 milhões, uma queda de 33% em comparação a igual período de 2018. Já o lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) cresceu 69% no período para R$ 243,8 milhões. A receita líquida avançou 60% sobre o quarto trimestre de 2018, para R$ 330,7 milhões. Em 2019 inteiro, o lucro líquido da Omega Geração caiu 50% sobre o ano anterior, para R$ 32,6 milhões. O Ebitda de 2019 foi de R$ 692,2 milhões, uma expansão de 68%; a receita líquida da empresa no ano passado atingiu R$ 1,01 bilhão, um crescimento de 37% sobre 2018. Durante 2019, a capacidade instalada da Omega cresceu de 636,7 MW para 1.047,7 MW, o que explica o aumento do Ebitda, das margens e da geração de energia, que atingiu 1.368 GW no final de 2019, um crescimento de 95% sobre a capacidade do quarto trimestre de 2018. A empresa adquiriu cinco usinas em 2019.

Fras-le (FRAS3)

A fabricante de autopeças Fras-le, do Grupo Randon, divulgou balanço na manhã de hoje e informou que teve um prejuízo de R$ 4,6 milhões no quarto trimestre de 2019. A receita líquida da empresa no período cresceu 5,6% sobre igual período de 2018, para R$ 370,8 milhões. Já o lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) foi de R$ 61 milhões no último trimestre de 2019, um avanço de 91,3% sobre igual período de 2018.

No quarto trimestre de 2019, a Fras-le comprou a Nakata, também outra das principais fabricantes brasileiras de autopeças. Embora tenha encerrado o quarto trimestre com prejuízo, a Fras-le reportou lucro líquido de R$ 32,8 milhões em 2019 – o resultado representou uma queda de 63% sobre 2018, quando a Fras-le lucrou R$ 88 milhões.

O Ebitda ajustado de 2019 cresceu 29,4% sobre 2018 para R$ 189,7 milhões. A produção dos materiais de fricção, como pastilhas de freio, aumentou de 24,9 milhões de unidades no quarto trimestre de 2018 para 26,7 milhões em igual período de 2019, uma expansão de 7,2%. Segundo a Fras-le, houve aumento na demanda por produtos de fricção em vários países para onde exporta – mais da metade da receita da fabricante (54,4%) vem do mercado externo.

IRB (IRBR3)

A Berkshire Hathaway, do megainvestidor Warren Buffett, emitiu um comunicado na noite desta terça-feira (3) em que nega ter qualquer participação acionária na resseguradora IRB Brasil (IRBR3).

De acordo com a nota, a companhia nunca foi acionista e nem tem intenção de comprar ações da empresa brasileira.

“Tem havido matérias recentes na imprensa brasileira de que a Berkshire Hathaway é uma acionista do IBR Brasil Re. Essas matérias são incorretas. A Berkshire Hathaway não é acionista do IRB atualmente, nunca foi acionista do IRB e não tem intenção de se tornar um acionista do IRB”, diz o comunicado.

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A nota foi enviada após uma notícia do dia 27 de fevereiro, publicada pelo jornal O Estado de S. Paulo, afirmar que a companhia de Buffett teria triplicado sua posição na resseguradora. Na ocasião, os papéis do IRB chegaram a disparar 9%, encerrando aquele pregão com ganhos de 6,6%.

Logo após a Berkshire publicar sua nota, o IRB enviou um comunicado ao mercado em que afirma que verificou, em 27 de fevereiro, que a empresa de Buffett não detinha ações da companhia.

“Com relação ao questionamento acerca da participação acionária no IRB Brasil RE de empresas que integram o Grupo Berkshire Hathaway, informamos que fizemos uma análise criteriosa da base acionária da Companhia na posição de 27.02.2020 e verificamos que o referido grupo investidor não é acionista que detenha percentual mínimo de 5% das ações da Companhia”, diz o comunicado.

Além disso, o IRB ressaltou que “nunca afirmou que tal grupo fosse seu acionista”.

Wiz (WIZS3)

A Wiz concluiu a compra da Barigui Corretora; com isso, a empresa passou a ser titular de 76% do capital social da corretora.

As partes estabeleceram um acordo operacional que vai vigorar por 10 anos e prevê exclusividade à Barigui Corretora para comercializar produtos de seguridade na Rede de Distribuição Barigui.

Engie (EGIE3)

A Engie Brasil concluiu nesta terça-feira, 3, a aquisição de 100% da Sterlite Nova Energia, operação anunciada em dezembro do ano passado. A empresa comprada foi vencedora de um dos lotes de leião de transmissão realizado pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) em 2017 A concessão envolve aproximadamente 1.800 quilômetros de linhas, uma nova subestação e expansão de outras três subestações nos Estados do Pará e Tocantins.

Do valor total, a Engie pagou R$ 360 milhões hoje e R$ 50 milhões estão sujeitos a cumprimento de condições previstas no contrato.

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