Nova derrota

Boris Johnson sofre terceira derrota e Parlamento rejeita convocar eleições

O premiê afirmou que Jeremy Corbyn, líder da oposição, queria "parar o golpe" e deixar o povo votar. "Agora ele está dizendo 'pare a eleição e impeça o povo de votar'"

SÃO PAULO – O primeiro-ministro britânico Boris Johnson sofreu nesta quarta-feira (4) sua terceira derrota no Parlamento em apenas 24 horas. Desta vez, foi rejeitada por 298 votos a 56 sua proposta de convocar eleições gerais para 15 de outubro.

Em discurso logo após a divulgação do resultado, o premiê afirmou que dois dias atrás, Jeremy Corbyn, líder da oposição, queria “parar o golpe” e deixar o povo votar. “Agora ele está dizendo ‘pare a eleição e impeça o povo de votar'”, atacou.

“Acho que ele se tornou o primeiro líder da oposição na história democrática do nosso país a recusar o convite para uma eleição. Só posso especular sobre as razões por trás de sua hesitação. A conclusão óbvia que receio é que ele não acha que vencerá”, disse Johnson.

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Mais cedo, o Parlamento aprovou em segundo turno, por 327 votos a 299, uma lei que impede um Brexit (saída do Reino Unido da União Europeia) sem acordo.

Desde que assumiu o cargo no mês passado, Johnson deixou claro diversas vezes que o Brexit ocorreria em 31 de outubro com ou sem acordo. Com isso, pela derrota sofrida, ele propôs convocar novas eleições para que o povo decidisse se aceita sua gestão – e a chance de um Brexit sem acordo – ou prefere outro primeiro-ministro para negociar um acordo com a União Europeia.

No cenário atual, Johnson irá à Bruxelas em 17 de outubro para uma reunião com líderes da UE para tentar chegar a um acordo.

O cenário agora é cada vez mais nebuloso, e o tempo está acabando. Na próxima quarta-feira (11), o Parlamento entra em suspensão por conta de uma pedido feito por Johnson à rainha Elizabeth II, voltando apenas no dia 14 de outubro. O Brexit, por enquanto, está marcado para 31 de outubro.

Agora o premiê britânico pode tentar outras opções para forçar uma eleição. O governo poderia tentar contornar a legislação que exige uma maioria de dois terços para aprovar o pleito.

Chegou a circular inclusive, que Johnson poderia pedir um voto de desconfiança em seu próprio governo e, em seguida, estimular seus apoiadores a se absterem da votação para resultar em uma derrota, mas isso segue com chances baixas de acontecer.

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