Bom humor externo leva dólar comercial a manter queda da abertura

No plano doméstico, destaque fica para decisão do Copom, que segundo analistas, deverá manter taxa Selic em 11,25% ao ano

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SÃO PAULO – Com um cenário mais ameno no plano internacional, o dólar comercial mantém sua tendência de desvalorização apresentada na abertura da sessão, operando em queda nesta quarta-feira (5).

O noticiário corporativo sustenta um relativo bom humor externo, apesar deste estar propício a flutuações devido à agenda de indicadores norte-americanos, que contém, dentre outros, o ISM Services e o Factory Orders.

No plano doméstico, o grande destaque fica para a divulgação da decisão do Copom (Comitê de Política Monetária) acerca da taxa Selic, apesar “deste ser quase um evento irrelevante, uma vez que uma manutenção do juro básico é largamente esperada pelo mercado”, afirmaram os analistas do UBS.

Já a corretora de câmbio AGK pondera sobre a trajetória recente de valorização que o dólar vem ensaiando no Brasil. “Os bancos já começaram a sentir o impacto do aperto de crédito mundial. Contudo, as cotações não devem ultrapassar R$ 1,85, devido às perspectivas de fluxo com as ofertas públicas de ações em andamento”, afirmou.

Confira as cotações

O dólar comercial está sendo cotado a R$ 1,7900 na compra e R$ 1,7920 na venda, forte baixa de 0,89% em relação ao fechamento anterior.
No mercado paralelo, a moeda norte-americana está sendo negociada a R$ 2,0300 na venda, representando um ágio de 13,41% em relação ao dólar comercial.

Na BM&F, o contrato futuro com vencimento em janeiro está sendo cotado a R$ 1.792,
forte baixa de 0,94% em relação ao fechamento
de R$ 1.809
da última terça-feira.
O contrato com vencimento em fevereiro, por sua vez, opera
em forte baixa de 1,05%,
atingindo R$ 1.805 frente
a R$ 1.824 do fechamento de terça-feira.