Bom, bonito e nem sempre barato: para consumidores, preço não determina compra

Segundo pesquisa, apenas 12% citaram o preço como fator decisivo na compra; atendimento e qualidade do produto contam mais

Camila F. de Mendonça

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SÃO PAULO – Foi-se o tempo em que o preço era o único quesito avaliado pelo consumidor para levar determinado produto para casa. Hoje, qualidade não só do produto, mas também do atendimento é pré-requisito que determina o consumo. 

De acordo com pesquisa realizada pela Shopper Experience em parceria com a revista Consumidor Moderno, apenas 12% dos brasileiros entrevistados citaram o preço como fator determinante na hora da compra. Já 61% dos entrevistados priorizam o atendimento ao cliente mais do que a qualidade ou o preço do produto. 

Educação, cortesia e boa apresentação do atendente foram destacados por 34% dos entrevistados. Para o especialista em Relações de Consumo Roberto Meir, os resultados não surpreendem, uma vez que os consumidores estão cada vez mais exigentes. 

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Paulistanos são os que menos se importam com preço
A pesquisa ouviu 1.350 pessoas nas cidades de São Paulo, Ribeirão Preto, Recife, Porto Alegre, Rio de Janeiro e Belo Horizonte. Regionalizando a análise, os consumidores paulistanos são os que levam menos em conta o preço: apenas 5% dão importância a quanto vão pagar pelo produto. 

Na outra ponta, os cariocas são os que mais apreciam o preço baixo: 21% dos consumidores do Rio de Janeiro levam esse fator em conta antes de levar o produto. Em Pernambuco, o número daqueles que valorizam esse quesito alcança 18%. 

Já em Ribeirão Preto, o número dos que consideram o preço fator determinante no consumo é de 17%, seguida da cidade de Porto Alegre, onde 14% dos consumidores se importam com o quesito, e Belo Horizonte, onde o percentual é de 10%. 

Atendimento e produto
De acordo com o levantamento, os paulistanos são os mais exigentes quando o assunto é atendimento: 76% apreciam esse fator na hora de decidir qual produto comprar. Em Belo Horizonte, 74% atribuem peso a esse quesito na decisão de consumo, seguidos pelos consumidores de Porto Alegre (61%), Ribeirão (59%), Recife (56%) e Rio de Janeiro (53%). 

Os consumidores de Porto Alegre se mostraram mais exigentes com relação à qualidade do atendimento. Lá, 43% consideram esse quesito importante, seguidos de São Paulo (27%), Belo Horizonte (25%), Recife (24%), Rio de Janeiro (22%) e Ribeirão Preto (20%). 

A qualidade do produto também conta para 26% dos consumidores. Itens como durabilidade, garantia, presença do selo do Inmetro e embalagem fazem a diferença para 14% dos entrevistados.