Bolsas voltam a cair, à espera de dados dos EUA e discurso de Geithner

Balança comercial e confiança do consumidor são destaques nos EUA; bolsa brasileira volta do feriado em clima de cautela

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SÃO PAULO – Encerrando uma semana de ajustes, o mercado financeiro internacional inicia a sexta-feira (10) novamente no negativo, com os futuros dos Estados Unidos e as bolsas europeias operando em leve queda. Junto com as férias no hemisfério norte, os temores de que a recuperação da economia global pode demorar mais do que o previsto pressionam os mercados.

Entretanto, os analistas continuam projetando uma retomada do crescimento nos Estados Unidos já a partir deste semestre. Conforme pesquisa da agência Bloomberg, entre julho e dezembro, a economia do país irá crescer em média 1,5%, acima das previsões do mês passado, de 1,2%.

Em meio a esse cenário, as discussões acerca da necessidade do segundo pacote de estímulo norte-americano continuam. Dessa vez, foi o megainvestidor Warren Buffett que abordou o tema, afirmando que um novo plano pode ser útil, embora todos os remédios dados à economia possam levar a um ambiente inflacionário no futuro.

Agenda do dia

Se a situação econômica é o foco do dia, a agenda internacional traz diversas referências relevantes. No caso dos Estados Unidos, o destaque fica com o discurso do secretário do Tesouro, Timothy Geithner, previsto para 11h00 (horário de Brasília). Antes, porém, os investidores conhecem os preços de importação e exportação e a balança comercial (ambos às 9h30), bem como o Michigan Sentiment (10h55).

Na China, a agenda trouxe dados sobre as exportações, que caíram 21,4% em junho, o oitavo mês consecutivo de baixa nas vendas ao exterior. Apesar do declínio, o desempenho foi melhor do que em maio, quando as exportações caíram a uma taxa recorde de 26,4%.

Olhos na GM

A General Motors também chama a atenção nesta sexta-feira, com a expectativa de que a montadora informe a conclusão de seu processo de falência, com a criação de uma nova empresa a partir de seus ativos bons. O CEO (Chief Executive Officer) da GM, Fritz Henderson, deve participar de uma coletiva de imprensa às 10h00.

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Commodities e dólar

Com a maior aversão ao risco tomando conta do cenário nesta sessão, o dólar aparece novamente como a opção mais segura, valorizando-se em relação às principais moedas internacionais, incluindo o euro e a libra, à exceção do iene.

Pressionado pelo panorama mais pessimista e pela alta da moeda norte-americana, o mercado de commodities registra um forte movimento de baixa nesta manhã. O petróleo, que já caiu mais de 10% nesta semana, recua cerca de 1% em Londres, acompanhado pela queda nas cotações dos metais industriais, com destaque para o níquel, que cai 1,3%.

Brasil

Na volta do feriado paulista, a bolsa deve refletir os acontecimentos da última quinta-feira, além dos fatos que influenciam os mercados internacionais nesta manhã. Ademais, a agenda doméstica traz a divulgação da Pesquisa Mensal do Emprego, marcada para 9h00.