Bolsas sobem, com recorde na indústria europeia e à espera de indicadores

Produção industrial na região sobe 1,7% em janeiro; com forte crescimento do PIB do Brasil no último trimestre, aperto vem aí?

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SÃO PAULO – As bolsas europeias operam em alta nesta sexta-feira (12), assim como os mercados futuros dos EUA. As cotações do petróleo e do ouro sobem, desfavorecendo o dólar, que se desvaloriza frente às principais divisas do mundo: iene, euro e libra esterlina.

Nos EUA, olhos atentos ao Business Inventories (12h00), com as vendas e estoques das indústrias e dos setores de atacado e varejo com base no mês vigente. Ainda na agenda, há o Retail Sales (10h30), que mede as vendas do mercado varejista, desconsiderando o setor de serviços. Por fim, destaca-se o Michigan Sentiment (11h55), com a confiança dos consumidores na economia norte-americana atualmente.

Além disso, o secretário do Tesouro norte-americano, Timothy Geithner, faz discurso durante conferência anual do Banco de Exportação-Importação, em Washington.  

Recorde
A produção industrial na Zona do Euro marcou avanço de 1,7% em janeiro, na relação mês a mês, mostrando a maior variação positiva de toda a série histórica, iniciada em 1990. Em relação ao mesmo período do ano anterior, a produção cresceu 1,4%.

Crescimento forte, aperto vem aí
 “O crescimento do PIB (Produto Interno Bruto) do Brasil no último trimestre foi o mais forte desde o quarto trimestre de 2007”, afirma Marcelo Kfoury, analista do Citigroup, ao se referir ao avanço no nível de produto brasileiro nos três últimos meses de 2009. Em adição, o analista ressalta a revisão ascendente nos segundo e terceiro trimestres, o que dá suporte ao call de que o Copom (Comitê de Política Monetária) iniciará o ciclo de aperto monetário no próximo encontro deste mês, com aumento de 50 pontos-base na taxa Selic.

FMI da Europa
Para Simon Johnson, ex-economista-chefe do FMI (Fundo Monetário Internacional), a criação de um fundo monetário europeu, em linha com o internacional, se faz precisa. “Quanto capital será necessário para que o FME tenha credibilidade? Sugiro 250 bilhões em ‘equivalências de caixa’ e outros 500 bilhões em linha de crédito”, completou o ex-economista do FMI.

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De olho na deflação
Conforme o olhar de Henrik Gullberg, estrategista de câmbio do Deutsche Bank, o BoJ (Bank of Japan) se mantém atento aos perigos deflacionários. “O Bank of Japan está sensível aos riscos da deflação, após o iene ter apreciado no ciclo atual, e procura por uma intervenção, assim como o Banco Nacional da Suíça”, completou o analista, fazendo a ponte entre Zurique e Tóquio.

Dívidas deterioradas
Para Mohamed El-Erian, presidente da Pimco, há atualmente a deterioração simultânea e significativa das finanças públicas nas economias desenvolvidas. “Isso não pode ser olhado sob uma perspectiva míope, pensando apenas na Grécia”, afirma o gestor. “É uma mudança de regime significativa nas economias avançadas, que terá efeitos no longo prazo”.

No Brasil
Por aqui, o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) publicou a Pesquisa Industrial do Emprego e Salário, com indicadores sobre o comportamento do emprego e dos salários nas atividades industriais em termos nominais e reais em janeiro.

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No front corporativo, MMX, Grupo Paranapanema, Plascar, Banco Cruzeiro do Sul e Transmissão Paulista divulgarão seus resultados nesta sexta-feira. Por fim, as seguintes empresas realizarão teleconferência com seus acionistas: Rodobens (10h00), Fertilizantes Heringer (11h00), Cetip (11h00), GOL (12h30), B2W (13h00), AES Tietê (14h00), Lojas Americanas (15h00), Energisa (15h00), OGX (16h00), Eletropaulo e Helbor – a definir.