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SÃO PAULO – “O clima tenso continua no mercado global de ações”. A frase de Jens Peter Sørensen, analista chefe do Danske Bank, avalia bem o clima que segue pairando sobre as bolsas de valores nesta terça-feira (9), embora o pré-market de Wall Street acene com a possibilidade de ajuste positivo frente às perdas acumuladas na véspera.
Por hora, em Wall Street, os índices futuros S&P 500 e Nasdaq apresentam alta próxima a 2%, enquanto na Europa, já em pregão regular, as bolsas de Milão e Paris registram ganhos superiores a 1%.
Foco do dia
Apesar da alta volatilidade observada no mercado de ações desde a véspera, cabe lembrar que esta crise teve origem na percepção de deterioração fiscal dos EUA e de países europeus, e que portanto, novidades neste campo devem ser as principais responsáveis pelo desempenho das fragilizadas bolsas no curto prazo.
Neste sentido, há dois focos principais para o dia. O primeiro diz respeito ao comportamento dos juros dos títulos de Itália e Espanha no dia seguinte às aquisições por parte do BCE (Banco Central Europeu), que interveio com sucesso na segunda-feira para conter a escalada do retorno exigido pelo mercado.
QE3 ganha força
Já o segundo, e principal foco, está na reunião do FOMC (Federal Open Market Committee) que acontece nesta tarde nos EUA, e que, como muitos já começam a especular, pode haver sinais de que um novo plano de estímulo está a caminho.
“Nós esperamos que o Federal Reserve dê mais sinais de um QE3 (Quantitative Easing 3) hoje, como resposta ao recente downgrade e a forte queda dos índices de ações”, dispara Sørensen.
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Ibovespa na esteira
Por aqui, o clima não deve ser diferente, pois em um momento de forte animosidade indiscriminada no mercado global, a bolsa brasileira seguirá diretamente atrelada principalmente a Wall Street, na busca por reverter as perdas que quase forçaram um circuit breaker no meio da tarde de segunda-feira.
Como impulso, o Ibovespa poderá contar com o resultado trimestral do Banco do Brasil (BBAS3) divulgado nesta manhã. Entre abril e junho, a instituição acumulou lucro líquido de R$ 3,357 bilhões, superando em 23,2% o desempenho do mesmo período de 2010, bem como as expectativas do mercado.