Bolsas seguem em queda reagindo a Initial Claims e inflação chinesa

Queda no número de pedidos de auxílio-desemprego veio menor que o esperado; dólar, no entanto, mantém-se em baixa

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SÃO PAULO – De um lado, novos dados decepcionantes acerca do mercado de trabalho norte-americano; de outro, renovados temores sobre aperto monetário na China. É em meio a este contexto que as principais bolsas do mundo não resistem à aversão ao risco e mostram quedas nesta quinta-feira (11).

O número de pedidos de auxílio-desemprego nos EUA caiu frente à última medição semanal, mas o declínio mostrou-se menor que o esperado. Enquanto isto, na China, a inflação medida pelo índice de preços ao consumidor na base anual em fevereiro foi a maior dos últimos 16 meses, fazendo com que temores de um aperto monetário no país voltassem à tona.

No noticiário interno, o destaque fica para os números do PIB (Produto Interno Bruto) brasileiro, que no quarto trimestre de 2009 avançou 2% frente aos três meses anteriores e 4,3% frente ao mesmo período de 2008. No resultado anual, o país recuou 0,2% em relação a 2008.

Treasuries e petróleo
A despeito da aversão ao risco nas bolsas, o preço dos títulos de 10 anos do Tesouro norte-americano segue em leve queda, cujo rendimento, com isso, trilha movimento ascendente. Já o risco-país sobe 2 pontos frente ao fechamento da última sessão, a 187 pontos.

No mercado de commodities, o receio de que um aperto monetário possa ser aplicado na China pesa sobre a trajetória das cotações. A onça de ouro cai 0,2% em Londres, enquanto que o recuo mostrado pelo barril de petróleo é de 0,11%, cotado a US$ 80,39 em Nova York.

Câmbio e renda fixa
Por sua vez, o dólar comercial mantém-se em queda desde o começo das negociações, apesar do clima tenso nas bolsas. Nesta tarde, a divisa é cotada a R$ 1,772 – uma desvalorização de 0,17% em relação ao último pregão.

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Por sua vez, o mercado de juros futuros na BM&F Bovespa trilha tendência predominante de alta, com os contratos de abril de 2010 sendo os mais negociados.

Ibovespa em baixa
O Ibovespa, principal índice da Bolsa de Valores de São Paulo, apresenta leve baixa de 0,07% nesta tarde e atinge 69.933 pontos. O volume financeiro é de R$ 2,689 bilhões.

O principal destaque negativo fica com as units da ALL (ALLL11), que registram desvalorização de 2,96% e são cotadas a R$ 16,39. Apesar dessa variação, a alta acumulada desde o início do ano chega a 0,55%.

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As maiores baixas dentre as ações que compõem o Ibovespa são:

Cód. Ativo Cot R$ % Dia % Ano Vol1
 ALLL11 ALL UNT N2 16,39 -2,96 +0,55 20,28M
 JBSS3 JBS ON 9,10 -2,05 -2,36 21,22M
 BRAP4 Bradespar PN 41,25 -1,55 +7,06 16,13M
 DTEX3 Duratex ON 17,15 -1,15 +5,88 5,36M
 VALE3 Vale ON 52,99 -1,14 +7,05 55,84M

As maiores altas dentre as ações que compõem o Ibovespa são:

Cód. Ativo Cot R$ % Dia % Ano Vol1
 OGXP3 OGX Petróleo ON 17,77 +4,47 +3,92 447,57M
 BRKM5 Braskem PNA 13,43 +4,43 -4,62 13,67M
 BTOW3 B2W Varejo ON 41,10 +2,16 -14,02 13,07M
 CYRE3 Cyrela Realty ON 22,94 +2,05 -6,37 31,10M
 KLBN4 Klabin PN 5,22 +1,95 -1,69 4,49M

* – Lote de mil ações
1 – Em reais (K – Mil | M – Milhão | B – Bilhão)