Publicidade
Entre indicadores divulgados na Europa e nos EUA, e otimismo após a Alcoa ter iniciado com o pé direito a temporada de resultados corporativos norte-americana do segundo trimestre, os mercados acionários tiveram uma terça-feira (13) de alta. Por aqui, o Ibovespa acompanhou as bolsas externas e subiu 1,14%, para 63.685 pontos. O volume financeiro totalizou R$ 5,56 bilhões.
Nos EUA, o déficit na balança comercial aumentou no mês de maio em relação a abril, registrando US$ 42,3 bilhões e vindo acima do esperado pelos analistas. O orçamento do governo registrou déficit melhor que as projeções, de US$ 68,4 bilhões em junho, mostrando ainda melhora na base mensal.
Pelos resultados corporativos externos, na noite passada a Alcoa, maior produtora de alumínio dos EUA, reportou lucro líquido de US$ 136 milhões, superando as estimativas dos analistas.
Na Europa, o índice de preços ao consumidor no Reino Unido avançou 3,2% em junho face ao mesmo período do ano passado, ficando levemente acima da alta de 3,1% sugerida pelos analistas. Já a confiança dos analistas e investidores alemães diminuiu mais que o esperado em julho, atingindo seu menor nível desde abril de 2009.
Ainda no continente, a agência de classificação de risco Moody’s Investors rebaixou o rating de Portugal em dois degraus, de “Aa2” para “A1”, com perspectiva estável, citando projeções de que as finanças governamentais do país continuem a enfraquecer no médio prazo, além de prospectos desfavoráveis em relação ao crescimento da economia portuguesa.
Agenda doméstica
O volume das vendas do comércio doméstico registrou um aumentou 1,4% em maio face ao mês de abril, enquanto a receita nominal das vendas avançou 0,4%, adotando a mesma base de comparação.
Continua depois da publicidade
Já o nível de emprego na indústria paulista se beneficiou da retomada da atividade após a crise financeira de 2009 e cresceu 6,61% no primeiro semestre de 2010, na comparação com o fim do ano passado, de acordo com números divulgados pela Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo).
Dólar e Renda Fixa
Em meio a resultados e indicadores positivos, o bom humor prevaleceu nos mercados, contribuindo para a trajetória negativa do dólar comercial durante toda a sessão. A significativa queda de 0,68% fez com que a moeda norte-americana fechasse o dia cotada a R$ 1,753 na venda, atingindo seu menor patamar desde 3 de maio deste ano, quando terminou os negócios a R$ 1,732.
O mercado de juros futuros encerrou predominantemente em queda, com volume intenso de negociações. O contrato de juros de maior liquidez nesta terça-feira, com vencimento em janeiro de 2011, registrou uma taxa de 11,25%, 0,07 ponto percentual abaixo do fechamento de segunda-feira.
Continua depois da publicidade
O mercado de títulos da dívida externa fechou em alta. O título brasileiro mais líquido, o Global 40, fechou com valorização de 0,297%, cotado a 135,10% do valor de face. Com isso, o indicador de risco Brasil, calculado pelo conglomerado financeiro JP Morgan, registrou queda de 10 pontos base em relação ao fechamento anterior, atingindo 210 pontos-base.
Sessão tem indefinição nos mercados
A quarta-feira (14) começa incerta às bolsas no mundo. Enquanto na Europa indicadores desfavoráveis unem-se a tensões em torno do sistema financeiro, em Wall Street, tudo indica uma abertura em alta dos negócios.
A produção industrial da Zona do Euro ficou abaixo do esperado ao crescer 0,9% na passagem de abril para maio deste ano, informou a Eurostat, órgão oficial de estatísticas da Comissão Europeia. Na comparação com maio de 2009, o avanço foi de 9,4%. Ademais, o encontro do Comitê de Supervisão Bancária da Basileia para discutir novas regras traz queda às bolsas.
Continua depois da publicidade
Do outro lado do Atlântico, o dia é de publicação da ata do Fomc (Federal Open Market Committee) e de indicadores de peso, como o Retail Sales, que mostrou queda de 0,5% nas vendas ao varejo, pior do que a projeção de queda de 0,2%. Porém, o mercado reage positivamente aos bons resultados postados pela Intel no segundo trimestre desse ano.
Petrobras
No cenário corporativo brasileiro, a Petrobras segue em destaque. O Ibama autorizou a companhia a aumentar a produção de óleo e gás na Bacia de Santos, podendo produzir um total de 35 mil barris de óleo e condensados e de dez milhões de metros cúbicos de gás por dia nos campos de Uruguá e Tambaú.
Aquisições
Um aspecto em evidência no noticiário doméstico nessa manhã são aquisições. A TAM anunciou que irá assumir a totalidade das ações da TAM Milor, avaliadas em cerca de R$ 170 milhões. A operação foi aprovada pelo Conselho de Administração e prevê a compra das 257 mil ações ordinárias da empresa pelo preço de R$ 661,00 cada.
Continua depois da publicidade
Por sua vez, as autoridades do Reino Unido autorizaram a aquisição da Futuragene pela Suzano Trading, conforme comunicado enviado pela Suzano Papel e Celulose na noite passada. A compra da fatia de 92,9% do capital da companhia havia sido aprovada pelos acionistas no dia 22 de junho.
Shopping center
Enquanto isso, a Aliansce Shopping Centers anunciou a construção de um shopping center em Belém, Pará, com investimentos orçados em R$ 127 milhões. A companhia terá participação de 50% no projeto e ficará responsável pelo planejamento, pela comercialização e a administração do shopping, que contará com ABL (Área Bruta Locável) de cerca de 23 mil metros quadrados.
Resultados
Resultados completam o noticiário. Na noite passada, a Brookfield divulgou a prévia de seus resultados operacionais do segundo trimestre, período no qual registrou vendas contratadas de R$ 1,255 bilhão – uma alta de 120,8% frente ao ano anterior.
Os lançamentos do trimestre, por sua vez, somaram R$ 805 milhões, um avanço de 150% frente aos primeiros três meses do ano. A empresa também revelou os números prévios do primeiro semestre do ano. Nos primeiros seis meses de 2010 as vendas contratadas atingiram R$ 1,8 bilhão, um crescimento de 107,7% em relação aos primeiros seis meses de 2009.
Telebrás
Por fim, destaque para a Telebrás. O Democratas irá entrar com uma ação no STF (Supremo Tribunal Federal) contra a reativação da estatal ainda nesta quarta-feira.