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SÃO PAULO – As bolsas europeias operam em leve desvalorização nesta quinta-feira (29), ao contrário do visto nos mercados futuros dos EUA, que indicam abertura em alta, em meio à elevação dos preços de commodities.
Nos EUA, olhos atentos ao PIB (Produto Interno Bruto) do terceiro trimestre, responsável por medir a soma, em valores monetários, de todos os bens e serviços finais produzidos na economia norte-americana. O nível de produto será anunciado às 10h30 e, caso marque uma expansão, será a primeira desde o segundo trimestre de 2008.
Além disso, será divulgado o Initial Claims (10h30), que mede o número de pedidos de auxílio-desemprego, em base semanal. Por último, haverá os discursos do secretário do Tesouro norte-americano Timothy Geithner (10h40) e do presidente do Conselho Nacional de Economia da Casa Branca, Lawrence Summers (14h15).
Voltar a crescer é o que importa
Para o Société Générale, o PIB dos EUA deverá mostrar crescimento, caso suas projeções de avanço de 3% se concretizem. “O consumo também deverá se expandir em 3%, embora seja prevista uma redução deste ritmo no quarto trimestre”, discorrem os analistas, para quem a volta do crescimento é mais importante do que o ritmo da expansão. A retomada da produção deverá ser elevada a partir do quarto trimestre.
Consumo não se sustenta com desemprego
Se a recuperação norte-americana depender do nível de consumo, a retomada poderá ser adiada. Mark Zandi, economista-chefe do Moody’s Economy.com, não acredita que os consumidores conseguirão guiar o crescimento dos EUA, dada à situação preocupante no mercado de trabalho. “Até que o crescimento se traduza em mais empregos, não teremos uma recuperação, a não ser para os economistas”, completa Zandi, que ressalta ainda o papel importante da reposição dos estoques para o nível de produto do último trimestre.
Inflação e Copom
No Brasil, destaque para a divulgação do IGP-M (Índice Geral de Preços) de outubro, que marcou inflação de 0,05%. Também foi divulgada a minuta do Copom, considerada um termômetro para o cenário econômico nacional e para a política monetária. No front corporativo, há o início da negociação dos papéis referentes à oferta primária de ações da Cyrela.
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Barato
“Esqueça a China, investir no Brasil é mias barato”. Esse é o título de uma matéria listada da revista Fortune, em que o periódico recomenda alocar recursos no Brasil. Embora este não apresente crescimento semelhante ao chinês, detém grande atratividade no mercado de capitais.