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Na última sessão da semana, os mercados acionários estenderam as perdas da véspera, recuando na Europa, nos EUA e no Brasil. Apesar de bons dados contidos no Relatório de Emprego e melhora no crédito ao consumidor norte-americano, predominaram os temores com relação à extensão da crise fiscal na Europa. Assim, mesmo amenizando as perdas na hora final do pregão, o Ibovespa fechou nesta sexta-feira (7) em queda de 0,86%, a 62.870 pontos – menor patamar desde 5 de fevereiro deste ano – e desvalorização semanal de 6,90% – a pior desde a penúltima semana de novembro de 2008. O volume financeiro totalizou R$ 7,72 bilhões.
O ministro da Fazenda, Guido Mantega, afirmou que o Brasil também participará do resgate à economia grega. De acordo com Mantega, o País fará um aporte de US$ 286 milhões no FMI para ajudar a Grécia. Os recursos sairão das reservas internacionais do País.
Bolsa
A Petrobras atingiu seu recorde histórico de produção de petróleo no mês de abril. Segundo a companhia, foram produzidos 2,078 milhões de litros por dia da commodity. As ações da Petrobras também fecharam em queda.
A GOL informou suas estatísticas preliminares de tráfego referentes ao mês de abril. Em relação ao mês de março, a demanda da GOL nos mercado domésticos e internacionais teve queda de 6,1% e 5,2%, respectivamente. A companhia atribui a baixa a fatores sazonais, notadamente a menor quantidade de dias corridos do mês de abril. Os papéis da companhia aérea fecharam em queda.
Agenda
Nos EUA, destaque para a geração de 290 mil vagas na economia norte-americana em abril – melhor que o esperado pelo mercado, que estimava ganho de 187 mil postos – e para o avanço na taxa de desemprego para 9,9%, pior do que as expectativas do mercado, que giravam em torno de 9,7%. Já o crédito ao consumidor surpreendeu e avançou US$ 2 bilhões em março em relação a fevereiro, surpreendendo positvamente os mercados, que esperavam por recuo do indicador.
O IPCA registrou alta de 0,57% em abril, taxa 0,05 ponto percentual superior à medição do mês de março (+0,52%). Em 12 meses, a alta foi de 5,26%, acima da observada nos 12 meses imediatamente anteriores (5,17%). O IBGE divulgou ainda que a produção da indústria nacional avançou em 12 das 14 regiões pesquisadas na passagem de fevereiro para março.
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Dólar e Renda Fixa
Após alternar entre perdas e ganhos ao longo do intraday, o dólar comercial fechou estável a R$ 1,851. Apesar da variação nula, a moeda acumulou na semana uma valorização de 6,5%, a maior desde novembro de 2008, quando a divisa norte-americana subiu 8,37% no período entre os dias 17 e 21 daquele mês. O movimento mostra a forte instabilidade vista atualmente nos mercados, já que, na última segunda-feira, a divisa norte-americana chegou à sua menor cotação desde o começo de janeiro (R$ 1,731)
O mercado de juros futuros encerrou em predominante queda, com algumas poucas altas no médio prazo. O contrato de juros de maior liquidez, com vencimento em janeiro de 2011, registrou uma taxa de 11,03%, 0,01 ponto percentual abaixo do fechamento de quinta-feira.
Pelo mercado da dívida externa, o bônus mais líquido, Global 40, era cotado a 131,90% do valor de face no fechamento dos mercados, queda de 0,11% em relação à véspera. O risco-país, por sua vez, subiu 1 ponto, sendo cotado a 239 pontos-base.
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Segunda-feira reflete o otimismo do domingo
Após tantas sessões de turbulência, alívio parece finalmente constar no horizonte. A União Europeia e o FMI liberaram um pacote de medidas de proteção ao euro que pode chegar a € 750 bilhões e trazem uma segunda-feira (10) de alta às bolsas.
Durante o final de semana, autoridades financeiras discutiram a estabilidade financeira da Zona do Euro, abalada pela crise fiscal da Grécia e pelos temores de que ela se espalhe para outros países, como Portugal e Espanha. Como resultado, um conjunto de linhas de financiamento e aquisição de títulos foi elaborado, sob responsabilidade do BCE.
A notícia desperta grande otimismo entre investidores, ocasionando uma disparada das bolsas europeias neste pregão. No mesmo sentido, os negócios futuros indicam abertura positiva dos mercados em Wall Street.
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Por aqui, atenção ao relatório Focus, divulgado pelo Banco Central. O documento mostra o oitavo aumento consecutivo nas projeções para o PIB brasileiro, prevendo alta de 6,26% neste ano. As estimativas de inflação também sobem, com a variação do IPCA esperada em 5,50% em 2010.
Hypermarcas
Na cena corporativa, o destaque do noticiário fica, mais uma vez, para os resultados trimestrais divulgados. Hypermarcas apresentou lucro líquido de R$ 62,1 milhões no primeiro trimestre deste ano, resultado pior do que o reportado no mesmo período de 2009, quando a empresa havia registrado lucro líquido de R$ 76,3 milhões.
Em contrapartida, seu Ebitda (geração operacional de caixa) totalizou R$ 178,8 milhões, avanço de 75,1% na comparação com período igual do ano anterior.
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Minerva e EzTec
O Minerva também lançou mão de sua performance contábil no primeiro trimestre desse ano, quando somou uma receita líquida recorde de R$ 744,4 milhões, 28,7% maior que a contabilizada no mesmo período de 2009.
Enquanto isso, a EzTec registrou uma receita líquida de R$ 140,9 milhões, avanço de 14,2% na comparação anual. O lucro bruto foi de R$ 62,5 milhões, 36,6% superior ao montante apresentado nos três primeiros meses de 2009.