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SÃO PAULO – As bolsas europeias operam instáveis nesta sexta-feira (30), diferente dos mercados futuros dos EUA, que permeiam o campo negativo. Mesmo com o recuo do petróleo e do ouro, o dólar se desvaloriza frente às principais moedas internacionais – euro, libra esterlina e iene.
Em sessão com agenda econômica cheia nos EUA, olhos atentos ao Personal Income e ao o Personal Spending, a serem divulgados às 10h30 (horário de Brasília) e com dados sobre a renda e os gastos dos consumidores em setembro, respectivamente. No mesmo horário, haverá a divulgação do núcleo do PCE (Personal Consumption Expeditures), uma das medidas de inflação preferidas pelo Federal Reserve.
Ainda na maior economia do mundo, destaque para o Chicago PMI (11h45), que mede o nível da atividade industrial nos EUA. Às 11h55, a Universidade de Michigan divulga o Michigan Sentiment revisado, com a confiança do consumidor norte-americano no mês de outubro. Por fim, o Departamento de Trabalho divulga o Employment Cost Index (12h00), com o custo da mão-de-obra no terceiro trimestre.
“Longo caminho”
À luz do crescimento de 3,5% no PIB (Produto Interno Bruto) dos EUA no terceiro trimestre, primeiro avanço desde o segundo trimestre de 2008, analistas enxergam com bons olhos a saída da recessão. “Contudo, ainda há um longo caminho a percorrer antes que joguemos fora todo o trabalho do ano passado”, afirmou Paul Donovan, analista do UBS, enfatizando também a capacidade ociosa da oferta no mercado de trabalho.
Correção é certa, data não
Para Nouriel Roubini, os mercados estão precificados acima do justo. “Se a recuperação da economia será anêmica, parcial, abaixo da tendência e em forma de U, haverá uma correção”, dispara o professor da Universidade de Nova York. “Pela minha visão, fique longe de ativos de risco e prefira ativos líquidos”, completa Roubini, que não sabe quando a correção deverá aparecer, mas tem certeza que será “muito drástica, em diferentes tipos de ativos”.
Futuro promete
Após divulgar seus resultados, a Vale desenhou um cenário otimista para a economia à frente e vê melhora na demanda por minério de ferro. Conforme ressaltado por Fábio de Oliveira Barbosa, CFO (Chief Financial Officer) da mineradora, em teleconferência, há um “futuro promissor”, no qual a Vale está “unicamente fadada” a se beneficiar.