Bolsas operam instáveis, com feriado nos EUA e na Inglaterra

Na sexta-feira, o Ibovespa exibiu perdas menos acentuadas que em Wall Street e recuou 0,23%, para 61.946 pontos

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Não bastassem os indicadores pouco empolgantes, o noticiário trouxe referências negativas ao longo da sexta-feira (28), como o corte de rating da Espanha e maiores tensões nas Coreias, ajudando na queda das bolsas ao redor do mundo. Por aqui, apesar de seguir as referências e fechar em baixa na sessão, o Ibovespa exibiu perdas menos acentuadas que em Wall Street. O índice recuou 0,23% na sessão, a 61.946 pontos. O volume financeiro totalizou R$ 6,83 bilhões. Na semana, o benchmark sustentou alta de 2,80%.

A agência de classificação de risco Fitch Ratings rebaixou os ratings de crédito da Espanha em um degrau, de “AAA” para “AA+”. Segundo os analistas, o alto nível de endividamento do país diminuirá a taxa de crescimento econômico no médio prazo. A perspectiva para as notas de crédito espanholas manteve-se “estável”.

Ainda na Espanha, o Caja Madrid informou que está mantendo conversas com cinco financiadoras regionais menores sobre uma possível fusão.

Nos EUA, o núcleo do PCE, principal indicador de inflação do país, avançou 0,1% em abril, em linha com as expectativas, assim como a renda dos norte-americanos (+0,4%). Já os gastos da população não apontaram variação em abril, decepcionado expectativas dos analistas. Por fim, a confiança do consumidor medida pela Universidade de Michigan subiu para 73,6 pontos, acima do esperado, e a atividade industrial de Chicago ficou abaixo das projeções.

No plano político, destaque para os novos alertas de uma ação militar contra a Coreia do Sul que foram dados pelo governo de Pyongyang, desta através do general Pak Rim Su, que refutou acusações de responsabilidade no naufrágio do navio de guerra sul-coreano “Cheonan” em março, que ocasionou a morte de 46 tripulantes.

Por aqui, o grande destaque ficou com o IGP-M, que apontou inflação de 1,19% em maio, após registrar variação de 0,77% no mês anterior. O mercado previa alta nos preços de 1,15%.

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Dólar e Renda Fixa
Em dia de forte volatilidade, o dólar comercial fechou em queda de 0,77%, sendo cotado na venda a R$ 1,81. Com a queda vista nesta sessão, a moeda norte-americana acumulou nessa semana uma variação negativa de 2,74%.

As taxas de juros futuros encerraram sem tendência definida, mas com predominância de viés negativo. O contrato de juros de maior liquidez nesta sexta-feira, com vencimento em janeiro de 2011, registrou uma taxa de 10,99%, 0,02 ponto percentual abaixo do fechamento de quinta-feira.

O mercado de títulos da dívida externa fechou em queda. O título brasileiro mais líquido, o Global 40, fechou com desvalorização de 0,26%, cotado a 132,20% do valor de face. O risco País registrou alta de 7 pontos-base em relação ao fechamento anterior, atingindo 234 pontos base.

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Bolsas instáveis nesta segunda-feira
Com os mercados norte-americano e londrino fechados por conta de feriados nacionais, a segunda-feira (31) começa incerta às bolsas, com leves altas tingindo as trajetórias dos principais índices franceses e alemães, embora o clima seja de forte cautela.

O índice que mede a confiança de consumidores e executivos nos 16 países pertencentes à Zona do Euro caiu de 100,6 pontos em abril para 98,4 pontos em maio, surpreendendo negativamente o mercado. Já o índice que mede a confiança exclusivamente entre consumidores marcou 18 pontos negativos em maio, face aos 15 pontos negativos apontados em abril.

Na Ásia, o noticiário também não é lá muito favorável. A produção industrial no Japão marcou crescimento de 1,3% em abril, abaixo do estimado por analistas, que previam avanço em torno de 2,5%. Já na Índia, o PIB do primeiro trimestre relatou avanço de 8,6%, em linha com o previsto por analistas.

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Vale vende fatia em subsidiária
Por aqui, a Vale é um dos grandes destaques do noticiário corporativo, após ter informado em nota que venderá participação de 30% na subsidiária Vale Oman Pelletizing à Oman Oil Company – subsidiária integral do governo do sultanato de Omã -, por US$ 125 milhões.

Segundo o comunicado enviado ao mercado, a parceria estratégia com o governo de Omã reforça o compromisso da mineradora com o sultanato, o que contribui para o desenvolvimento do País.

Ultrapar e Shell
Do setor de mineração ao petroquímico, a Ultrapar deve apresentar na próxima terça-feira uma oferta pelas operações de gás liquifeito de petróleo da Royal Dutch Shell na Europa, as quais a companhia pretende vender por até 1 bilhão (US$ 1,2 bilhão), segundo afirmou o Financial Times.

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Além do grupo nacional, também deverão participar do leilão alguns grupos de private equity e o Zeta Gas, do México. Ainda de acordo com a nota, há ceticismo de que a cifra almejada pela Shell seja atingida, principalmente devido à frágil situação fiscal que assola o Velho Continente.

Disputa pela Vivo
Por fim, o jornal português Diário Económico afirmou que a Telefónica está considerando uma proposta para mudança na administração da Portugal Telecom caso a companhia portuguesa se recuse a vender sua participação na Vivo – a empresa já rejeitou uma oferta de € 5,7 bilhões pela fatia.

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