Publicidade
SÃO PAULO – As bolsas europeias operam instáveis nesta segunda-feira (8), assim como os mercados futuros dos EUA. As cotações do petróleo e do ouro avançam, desfavorecendo o dólar, que contraria a regra e se valoriza frente às principais divisas do mundo – euro, libra esterlina e iene.
Na China, o ICBC (Industrial & Commercial Bank of China) restringirá o volume de empréstimos a empresas com setores em capacidade ociosa, conforme notícia veiculada no periódico Financial News. Além disso, o maior banco da China por valor de mercado elevará o monitoramento de financiamentos destinados à compra de imóveis.
De Pequim para Tóquio, o superávit em conta corrente do Japão totalizou ¥ 900,8 bilhões (US$ 10,09 bilhões) em dezembro, o que representa um crescimento de 450% em relação ao mesmo período do ano retrasado. O avanço relatado foi o quinto consecutivo.
Clarividência ou arrogância?
Para Timothy Geitnher, secretário do Tesouro dos EUA, a maior economia do mundo não corre o risco de cortes em seu rating “triplo A”, a despeito da projeção de déficit fiscal de US$ 1,6 trilhão em 2010. Questionado se os EUA corriam tal perigo, o ex-presidente do Fed de Nova York foi enfático – “absolutamente não”, respondeu em entrevista à rede televisiva ABC. “Isso nunca ocorrerá para este país”, completou.
Devagar e difícil
Alan Greenspan, ex-presidente do Federal Reserve, afirmou em entrevista à NBC que a recuperação norte-americana deverá ser lenta e com certa dificuldade. “É importante lembrar que os preços dos ativos e das ações não são apenas lucros em papel”, afirmou Greespan, completando: “eles têm atualmente um profundo impacto na atividade econômica”, em referência às recentes quedas de Wall Street.
Dançando conforme o mercado
Em meio à controvérsia sobre como as projeções do mercado determinam os rumos das políticas monetárias (vide relatório Focus e metas de inflação desenhadas pelo Banco Central do Brasil), Yu Jun, analista da Citic Securities – maior corretora da China – acredita que o governo não contrairá muito a política monetária, pois “o crescimento econômico poderá ser mais fraco do que estimam as previsões do mercado”.
Continua depois da publicidade
Bull, não bear!
“As condições atuais são remanescentes de um bull – não bear – market”. A afirmação é de Geoffrey Dennis, analista do Citigroup, e sintetiza seu viés diante da renda variável latinoamericana, ao mostrar que os investidores devem adicionar ativos para o longo prazo. A despeito de possíveis defaults europeus, o banco acredita que a melhora nos lucros das corporações e no crescimento econômico anima o mercado. “Reiteramos a posição overweight (alocação acima da média do portfólio) para o Brasil”, completa Dennis, otimista com o País.
Cena interna
No Brasil, olhos atentos ao Relatório Focus, que compila a opinião das instituições financeiras sobre os principais índices macroeconômicos do País. Em adição, a FGV (Fundação Getulio Vargas) divulgou seu IPC-S (Índice de Preços ao Consumidor – Semanal), referente à segunda quadrissemana do mês, com inflação de 1,33% no período.
Ainda nesta sessão, o Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos) publicará a Pesquisa Nacional da Cesta Básica (10h00), enquanto o Ministério do Desenvolvimento anunciará a Balança Comercial (11h00). Por fim, há o vencimento de opções sobre ações, que pode aumentar a volatilidade no mercado brasileiro.
Continua depois da publicidade
Preferido: bom ou ruim?
A gestora de recursos Pimco prefere títulos públicos do Brasil aos de muitos dos países do G-7, uma vez que o Banco Central é enérgico quando o assunto em pauta é inflação, o que sugere manutenção da Selic em patamares elevados. “Temos sido muito seletivos nos títulos soberanos a que estamos expostos”, disse Mohamed El-Erian, co-CIO (Chief Investment Officer) da Pimco.